Elevação do custo na geração de eletricidade motivou a medida pela Agência Nacional de Energia Elétrica

A bandeira tarifária das contas de energia em agosto será vermelha. O anúncio foi feito pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na semana passada. No patamar 1, o custo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) terá acréscimo de R$ 3. A mudança foi necessária porque o custo de geração da energia elétrica aumentou. Com o ajuste, o órgão alerta que os consumidores devem usar a energia de maneira consciente para evitar desperdícios.
O sistema de bandeiras tarifárias indica aos consumidores o custo real da geração de energia no País. O funcionamento das bandeiras tarifárias é simples: as cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração de eletricidade.
Para economizar energia, a Aneel recomenda que os consumidores usem lâmpadas econômicas, acumulem o maior número de roupas para passá-las de uma só vez e retirem os aparelhos da tomada quando não estiver em casa.
GASTOS EXTRAS – O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 como forma de recompor os gastos extras com a utilização de energia de usinas termelétricas, que é mais cara do que a de hidrelétricas. A cor da bandeira é impressa na conta de luz (vermelha, amarela ou verde) e indica o custo da energia em função das condições de geração.
Quando chove menos, por exemplo, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais termelétricas para garantir o suprimento de energia no País. A bandeira vermelha, patamar 1, é acionada nos meses em que o valor do Custo Variável Unitário (CVU) da última usina a ser despachada for igual ou superior a R$ 422,56/MWh e inferior a R$ 610/MWh.
Segundo a Aneel, a bandeira tarifária não é um custo extra na conta de luz, mas uma forma diferente de apresentar um valor que já está na conta de energia, mas que geralmente passa despercebido.

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