Dilúvio de estrelas

A manhã se levantou, como qualquer outra

Sem pedir licença ou abrir portas com delicadeza

Acordou com o sol

Brilhando sem pestanejar

O tempo passou

A noite chegou, como viria a penumbra

De uma história de terror

Mas a luz da alvorada não pestanejou

E não haviam estrelas

A fumaça que cercava as cabeças

Passou da mente para a incerteza

Onde estariam os brilhos que me faziam sonhar?

Onde estão as luzes ofuscantes que jamais me fariam pestanejar?

Precisava que a água caísse

Como cai de meus olhos em um baque de emoção

Precisava que a água viesse

E trouxesse os sonhos junto a si

Trouxesse as estrelas de volta

Traga-as para mim

Como em um sonho sem fim

A lua ainda me fascina

Mas um dilúvio de esperanças ainda precisa vir.