A ética no trabalho docente

Um dia, as doenças emocionais e os transtornos mentais que o uso excessivo da tecnologia tem ocasionado no homem serão apenas uma marca negativa na nossa história evolutiva. Eu vejo um futuro sem redes sociais, sem compartilhamentos, curtidas ou qualquer outro meio de interação virtual que nos faz procrastinar. As doenças emocionais causadas pelo mundo virtual chegarão ao seu ápice. A Organização Mundial da Saúde tratará o assunto como uma questão de saúde pública. O mal que toda essa tecnologia tem feito nos comportamentos sociais e individuais terá o seu fim. Até lá, doenças surgirão, pessoas cometerão crimes achando que estão vivendo numa realidade virtual. Isso já vem acontecendo dentro dos nossos próprios lares. Filhos estão entrando em jogos que ceifam a vida dos próprios pais como se fosse uma disputa de quem perde e de quem ganha. As Inteligências Artificiais entrarão na mente daqueles desprovidos de intelecto e que carregam em si a ingenuidade virtual. Esses serão doutrinados pelas máquinas e terão comportamentos nunca vistos ao longo dos tempos. É por isso que vejo o futuro com certa positividade. Ou se mudam os comportamentos ou a humanidade caminhará para a destruição emocional.

Eu acredito que futuramente os comportamentos serão outros. A sociedade resgatará a pacificidade, as culturas e vivências do passado. As pessoas abandonarão seus celulares, suas redes e qualquer tipo de interação digital. Todos esses criadores de páginas e de tecnologias que afastam o indivíduo do seu convívio social serão presos por inventarem a droga que matou, silenciosamente, muitas pessoas ao longo do tempo. A justiça determinará proibição de tudo aquilo que afasta o homem de si e do mundo. Viveremos num mundo como viveram os poetas do arcadismo: na simplicidade da vida, a vida nos campos e no modo de interagir. A natureza será exaltada assim como fizeram nossos autores do romantismo brasileiro. A educação estará mais valorizada. As famílias finalmente reconhecerão o valor do professor e a importância da escola.

Pode ser que eu não esteja aqui para vivenciar toda esta visão sobre o futuro. Entretanto, aqueles que leram o que escrevi, lembrar-se-ão das minhas palavras e de como eu me expressei sobre o que estar por vir. Pode ser uma utopia também. Mais provável. O que importa é a reflexão sobre tudo aquilo que está nos consumindo e nos afastando de nós mesmos diariamente. Trata-se de uma questão de saúde pública, mas ninguém tem coragem de falar, porque estão afogados dentro dos seus vícios cotidianos e se afundando em suas vidas abastadas de filtros. Utopia ou não, atente-se às minhas palavras.