A forma como a natureza dança

Frutos de uma natureza em pedaços

Na pura e eterna construção de algo melhor

Sem olhar o pior

Desejando que o bom esteja além do que há de cor

Estes rios lavam

Levam

A leve alma

À sua natureza de fluir

Estes risos desse rio

Como pequeninos oceanos rabiscados

Em margens de terra pura batida na melancolia

O céu acalma o azul há tempos descolorido

Como se houvesse mentido

O vento chama as árvores para a eterna dança

Do arrependimento de no paraíso não estarem

Vendo e guardando histórias

Que ninguém será capaz de entender

As folhas criam os acordes dessa canção

Com os risos em plena alegria

Os sussurros das árvores as fazem cantar

Estão vivendo, como vivem aqueles que não somente respiram

Estão desejando, como desejam

Aqueles que não somente desejam de forma egoísta.