A Pino

 

Era uma vez
Quando as estrelas colidiam
Em pura sintonia

Era uma vez
Quando o céu caiu por decidir
Que o universo seria pequeno para se usufruir

Era uma vez
Uma história de amor
Sem mais palavras, delongas ou demoras
Apenas o infinito ser de quem se decide
Jamais desistir da poesia que o permite

Foram mais vezes
Mil e uma palavras formadas
Que me trouxeram em tal madrugada
Com folhas caindo e se amarelando
O frio, com toda certeza, chegando

Mas haveria uma vez apenas
Em que os olhos lacrimejados não passariam por pena
Os desejos seriam intensamente verdadeiros
Mesmo que nada fosse certeiro

Nessa única vez, pude ver
Que o céu não veio com sol a pino
Foi-se nascendo até ser
Imagino ser assim, que o amor deve acontecer.