A verdade não dita sobre as redes sociais

A verdade sobre os impactos negativos que as redes sociais causam, aos poucos, estão vindo à tona. Creio que chegou a vez dessa galera denominada “influencer” mostrar os perigos que a autoexposição, principalmente de crianças, nas principais redes de interação social, tem deixado o intelecto, o social e o cognitivo desequilibrados. Curtidas não são apenas curtidas e compartilhamentos não são apenas para valorizar o trabalho de um “influencer”. Os algoritmos em cada publicação que curtimos ou postamos disseminam como um vírus. Famílias têm criado perfis para crianças para que, desde cedo, adequem-se ao mundo moderno e tecnológico, todavia não sabem do mal que estão proporcionando aos próprios filhos.

Recentemente, um influencer escancarou a verdade que acontece nas redes: a adultização. As crianças têm se comportado como adolescentes, usam roupas sensuais e sensualizam em danças carregadas de palavras que objetificam o corpo da mulher. Isto é lindo aos olhos de quem permite estas atitudes e comportamentos. “ O vídeo da minha filha viralizou”. “ Meu filho está famoso”. A exposição do cotidiano tem se tornado uma verdadeira liberação de dopamina. Conteúdos inúteis que prendem a atenção dos acéfalos.

Pais e mães que ao invés de dar atenção, querem chamar a atenção para que se torne algo viralizado. As pessoas querem viralizar e para isso são capazes de expor tudo o que fazem e tudo o que amam.

É de suma importância que aqueles que vivem de seus milhões de seguidores façam um trabalho consciente e humanitário. É preciso usar toda essa popularidade para a conscientização, reflexão e divulgação dos perigos que a internet mal usada tem causado na sociedade. O mundo está cheio de pessoas boas, entretanto as ruins podem trazer o caos. Hodiernamente, vivemos numa utopia caótica e silenciosa. Somos movidos pelo curtir e pelo viralizar. É isto que tem tornado os humanos em verdadeiros imbecis. Desfrutam de um perigo invisível, ácido e carregado de más intenções. A tendência é que as coisas saem do controle se não houver uma regulamentação urgente. Deve-se sim adotar uma faixa etária para o uso das redes. Crianças têm deixado de serem crianças porque estão viciadas em telas e em jogos. Isso tem acontecido dentro dos nossos próprios olhos. Porém, estamos vendados. A ignorância tem nos cegado impiedosamente.