Aceito a grande aventura de ser eu (convite à ultima reflexão do ano)

Simone de Beauvoir, filósofa francesa, é a autora desta frase do título acima e aqui fica meu convite a refletirmos sobre,neste último texto do ano.

Estamos tão fora de nós mesmos. Tão conectados com o que não é essencial e tão desconectados do que mais importa. Não é, e nem deveria ser, aceitável esquecer de quem somos

E esquecendo de quem somos deixamos de viver para passar pela vida. De forma superficial. Por isto, não temos tempo. Por isto, tudo passa tão rápido. Por isto, fica sempre a sensação de que não fizemos ou não aproveitamos o suficiente.

Falta presença. Presença de verdade – com a gente mesmo e com o outro. Falta autenticidade. E sabe porque falta autenticidade? Porque deixamos de olhar para dentro, porque tudo o que outro faz ou tem é melhor do que o nosso. Porque baseamos nossa vida e a nossa realização na propaganda que o outro faz e que, na grande maioria das vezes, não é de todo verdade.

Falta olhar menos para a grama do vizinho, porque independente da cor que ela seja, é a do vizinho. Nós escolhemos a nossa cor. Se a minha grama for roxa, se trata da minha grama, é a minha escolha. E se eu não quiser gramado nenhum, está tudo bem, também!

E o que fazer quanto a tudo isto – a falta de tempo, de propósito, de intenção? Como sair do piloto automático e viver mais do que postar?

Faço a mim mesma esta proposta (e convido você a pensar sobre): viver mais e fazer menos. Viver com mais tempo, com mais qualidade, com mais aqui e agora. Olhar menos para que os outros estão fazendo e, quando olhar, se sentir tranquilo com o que vê – seja real ou não – porque aquilo não é nosso.

Me comprometo a olhar mais para dentro. Encarar os meus silêncios e a minha solitude; só ouve a si mesmo quem sabe ficar quieto esozinho. E, enfim, aceitar que para ter mais qualidade precisamos, sim, ter menos e fazer menos coisas, também. E isto é uma escolha decada um.

O simples funciona melhor, o simples é mais fácil de lidar, o simples é o menos que vale mais. Talvez não seja possível fazer tudo oque queremos, mesmo. Ao menos não tudo de uma vez. Talvez a vida seja feita de fases do que é possível agora, do que não é possível e do que fica para o outro dia.

Mas, cuidado com o que fica para o outro dia, porque o outro dia pode nem existir. Por isto, entenda o que é prioridade para você. Efaça disto o direcionador do seu caminho. E não se esqueça do propósito – nada funciona se eu não tenho um propósito, um objetivo, uma missão. Aceite e assuma a grande aventura que é ser o que somos. De verdade.

Que o próximo ano seja mais uma oportunidade para repensarmos o que queremos, para que estamos aqui e qual caminhoescolheremos seguir.

Boas Festas!