Corra, corra, apenas corra
Corra de sua sina
Em meados de contos de prima
Fui a primeira a contar a verdade
Por trás de cada lágrima e sorriso
Estas páginas estão delineadas em meus ossos
Desde que nasci
Cada tinta pintada com o sangue de meu coração
Como cada verbo precisaria existir em páginas…
Pois sempre existiu em mim
Novamente
Vejo o farfalhar me contar segredos
Histórias antigas
Corrompidas pela mancha do tempo
Cravadas em cada galho e âmago
Tenho a letra de quem desejou
Ardentemente
De forma incansável
Sobre cada osso, cada sonho e coração
Uma alma que viu a lua ser trocada pelo sol
E continuou a traduzir a alarga extensão deste fio
Um singelo momento em que a vida viu a luz
Cada dedo dolorido de escrever
Mas a alma satisfeita por ver
Como cada palavra se tornou real.