O texto de hoje é baseado na homenagem que escrevi para minha filha no seu aniversário de quinze anos. Compartilho aqui porque vale a homenagem e, também, porque são questões que cabe a todos nós refletir.
Filha, antes de você, seu pai sempre me dizia que gostaria que eu fosse mãe para que pudesse ter o privilégio de viver o sentimento mais verdadeiro, mais puro e desinteressado que existia – o amor por um filho. E ele tinha razão – sua existência me basta.
Minha filha, você é tão amada e admirada. É uma leitora voraz e tem o dom da palavra. Tenho orgulho da sua firmeza, da sua responsabilidade – tão em falta nos dias de hoje – e da veracidade de quem você é, goste quem gostar.
Ser verdadeiro, em um mundo cada vez mais tomado pela inteligência artificial e pela propaganda enganosa das redes sociais, pode até ser considerado ultrapassado.
Ainda assim, continue no seu caminho. Sabe o que eu mais admiro em você? Você não tem medo da sua escuridão porque aprendeu que a luz só existe porque o escuro existe, também. O que seria do sol sem a lua? Ou do dia sem a noite?
Agora vamos para a parte chata: os conselhos de mãe.
A vida é feita de fases, desafios, dores e crescimento. E no meio disto tudo, temos os momentos de felicidade – não os deixe escapar!
Assim como não se esqueça – e aceite – que durante a jornada vamos conhecer e nos despedir de muitas pessoas, fazer e desfazer vínculos, pois o caminho é feito de começos e fins mas, principalmente, de recomeços. Não desista dos recomeços!
Enfim, siga seus sonhos, voe alto, vá em busca do que você acredita e quer e nunca, nunca se esqueça, que eu e o seu pai estaremos sempre com você, aonde quer que você vá, com quem quer que você esteja, dentro do seu coração.
Te amamos infinitamente!