Castelos de sóis

 

Quando as coragens ultrapassam as defesas

E o declínio de uma vida torna-se por satisfação

Quando a vida perpassa pela rotina e encanta

É exatamente aqui, onde meus muros caem

Tão fora do rumo quanto uma comparação

Personalidades esbaforidas que há muito se cansaram

Sentimentos tortos que sem canção, puderam soar

Medos que superaram as barreiras de meu coração

Ousados castelos que construí

E me fizeram ruir

As chamas de um incêndio sem fogo

Me fizeram evoluir

Mesmo que para tal, tudo precisasse desestagnar

O sol da manhã de esperanças vãs

É a cura em dose exata, mas muito preferem ignorar

Os sentidos de um brilho que exacerbam o olhar

De cantos em cantos, pode fazer lacrimejar

Não vejo maneiras, não encontro mais barreiras

O incêndio destrói até mesmo castelos

Amontados em defesas incansáveis

Montados e selados para serem detestáveis

Em que ponto o que imaginei fazer ruir

Me trouxe de volta para rir?

Ironias entrelaçadas em mim

Pela tal forma que o mundo me faz insistir.