Meus olhos pediam socorro perpétuo
Uma vida de chances que desperdicei
Ao pensar o que os outros pensariam
A mim mesma, eu larguei
Tentei em vão correr além
Para onde o céu encontraria alguém
Mais disposto do que eu
Em mais sublime existência
Que um ser pelo qual eu não deveria ser
Vivendo vidas à beira do que pensariam
Entregando de bandeja
Chaves que jamais suportaria
Entregando partes de mim
Pois apenas assim, o fim deixaria de ser por mim
Egoísta
Ou se importando demais para ter algo a mais?
Vivendo
Ou correndo riscos desnecessários
Que me tornariam fugaz?
Deixe-me ser como seria
Como se não existisse um porquê
Deixe-me vestir, falar e agir
Como se o mundo fosse apenas meu
E não o de alguém que somente tende a me pedir:
Seja a rocha que eu possa esconder
Pois corajosa e ousada, não poderia ser