Respirando enquanto ainda lhe era possível
Enquanto o mundo lhe presenteava
Com cada ínfima lufada
Para que o ar jamais lhe escapasse
Presentes pelos quais a vida correria atrás
Infinitas chances de se deslumbrar
Pela forma como haveria de demonstrar
Que o seu lugar jamais ali será
Correndo contra o tempo
Como se correr atrás de coisas vãs
Pudesse lhe fazer despertar
Em um ímpeto, tudo se fez
E aos poucos ruiu
Por rugidos silenciosos de uma mesma alma
Adentrando a profundeza
De determinadas mentes conscientes
Apenas para desfrutar de um detalhe são
Correndo até o limite
Até que o coração pudesse colapsar e gritar
Até que os pulmões consumissem todo ar
Qualquer centímetro de fuga
Seria a própria mente
E em um rompante de consciência
Viu que a vida era mais que correr
Percebeu que precisava, desesperadamente, viver.