Dezenove Luas
Uma pétala de margarida
Mexa o peão, ou talvez o querido rei
Dezoito jogadas, dezoito luas passadas
Ganhe uma rainha, uma nova rodada
Dezenove luas na próxima jogada
Poesia, poesia
Trinta e uma poesias
Versos sem contar, como alegrias a decorar
Sou e sempre fui
A torrente de sentir veemente
Mais um riso, continue a contar
Nesse ano, a rodada me fará deleitar
Seringas e agulhas de presente
Vocação além do coração e mente
Sonhos que continuo a colecionar
Realizados
Mas ainda mais para contar
Além de dezoito, dezenove
Dezenove luas para contar desde os primórdios
A partir disso vem de mim
Cada lua contada em eterno afim
Livros, livros, uma pétala de margarida
Chame a mim de crime, ou mesmo de poesia
Mas me chame pelo nome
Pois a essência me consome.