Guardem suas pedras. Deixem suas ofensas para outras ocasiões. Armazene sua raiva para descontar na vida e não na escola. No ambiente escolar, todo mundo quer virar herói e se sentem vangloriados quando desrespeitam direção, coordenação e corpo docente. Há pessoas que sentem prazer em regurgitar o ódio, o desprezo e descem no mais baixo nível da ignorância. É isso. Esta é a palavra: ignorância, pobreza de espírito e intelecto. Para um indivíduo ofender e confrontar o profissional que está ali para o bem estar do aluno e para o seu aprendizado, é porque o nível intelectual e educacional desta pessoa é de se envergonhar. E isso reflete na educação dos próprios filhos ou os envergonha perante a postura de alguns responsáveis que liberam sua dopamina com atitudes grotescas dentro da escola. É de se lamentar. É real e absurdo.
Os maus resultados em relação ao ensino, e não à educação – porque quem educa é a família; a escola ensina – vêm mostrando, primeiramente, a decadência da sociedade e o seu forte desinteresse pelo estudo e conhecimento. Não dá para ensinar quem não quer aprender e é impossível “domar” o mal educado. O pior nessas situações é lidar com o mal-educado-mor quando é chamado à escola para ouvir as transgressões do seu pupilo do mal. Ele não escuta, não ouve e quer ser o dono da razão, mesmo quando se provam as atitudes violentas e desrespeitosas do seu aprendiz. Refiro-me aos termos “aprendiz” e “pupilo”, porque pais que educam os seus filhos, educam como filhos e não como transgressores. Para o mal-educado-mor que coloca um CPF no mundo para balburdiá-lo ainda mais, chamá-lo-ei dos termos citados anteriormente.
O que eu quero que estes “mestres” entendam é que nas escolas há leis, embora escassas, que nos protegem e que toda vez que eles virem “dar um barraco” encontrarão um “circo” para a gestão que estiver firme e unida. Quando corpo docente e equipe gestora falam a mesma língua e trabalham com a ética organizacional e social, qualquer barraco é derrubado pela força do vento. E isso não tem nada a ver com vento. Os trabalhadores do ensino – volto a afirmar: não educamos – devem se unir para o bem-estar e para que o respeito possa reinar no seu árduo e cansativo trabalho. Toda vez que alguém vir com pedras, demonstre respeito. Desarme-o com sabedoria e união. A violência é tudo o que eles podem dar. A nossa violência é de sabedoria e intelecto. Ninguém suporta. Ninguém!