A sigla FOMO (Fear of Missing Out) que significa o medo de estar perdendo algo, é a mais antiga e conhecida. Já ROMO (Relief of Missing Out) é um conceito mais recente e quase o oposto do seu amigo mais conhecido, que significa justamente estar fora, desconectado.
Enquanto o FOMO nos mantém em um estado contínuo de ansiedade para não perdermos nenhuma notícia, novidade ou informação, o ROMO é um convite para fazer o oposto: não se sentir obrigado a estar em todos os lugares, saber de tudo, responder a todos e consumir sem parar.
Vivemos em um mundo de excessos: excesso de exposição, de notificações, de informações, de opiniões e de comparações. Perdemos nosso precioso tempo diante das telas e com isto ganhamos os maiores níveis de estresse, ansiedade e transtornos psíquicos já vistos, inclusive entre crianças e adolescentes.
Estamos sempre correndo atrás de alguma coisa que muitas vezes nem sabemos ao certo o que é e para quê, tentando estar em todos os lugares ao mesmo tempo, saber e dar conta de tudo e nos esquecendo do mais importante: o viver de verdade.
Não é novidade o quanto trago aqui a dificuldade que temos em viver nossas próprias vidas sem nos preocupar ou nos comparar com os outros. O quanto as redes sociais adoeceram nossa saúde mental e colaboraram para o sofrimento psíquico e inversão de valores e prioridades.
Esta siglas nada mais são do que a concretização do que é a vida moderna e de como ela realmente deveria ser. Resumindo, precisamos aprender a identificar e diminuir o FOMO e a cultivar o ROMO. Deixar um pouco toda a conectividade, nos desligar por um período de redes sociais e viver com mais atenção o que temos no agora.
Nossas crianças e adolescentes não estão mais ausentes e desatentos por conta do TDAH, estão conectados em excesso e perdendo a capacidade nata de manter o foco e a atenção.
Os adultos não estão só com mais problemas psíquicos, estão perdidos em viver uma vida que pode nem ser a que desejavam, mas, qual seria a melhor para as redes sociais e para a vitrine das postagens.
Partindo para a prática, o que podemos fazer para melhorar esta situação:
– tenha limites claros no uso de telas e redes sociais;
– saiba ficar sozinho e em silêncio mesmo que dentro da sua casa ou no banco da praça da esquina;
– aceite que não precisamos saber de tudo e estar em tudo, não estamos perdendo nada realmente importante;
– pratique exercícios físicos, se alimente o melhor possível e zele pelas suas horas de sono;
Ao colocar isto em prática, abrimos espaço e caminho para conexões reais, conhecimento interno e uma vida com mais equilíbrio e autenticidade.