Me devolva a borracha que poderia apagar cada erro
A essência que jamais mudaria
Mesmo que se cometesse qualquer erro
Tal decisão que poderia ser mudada
Mesmo que o mundo desabasse
A cada ventania quebrada
Pelos gritos de um silencioso coração
Pelos erros excruciantes de um ser humano
Por favor, devolva o que poderia
Me fazer apagar cada falha
Cada precipitação por querer ser demais
Até mesmo cada ambição de almejar ainda mais
Ao invés de uma borracha, ganhei grafites de monte
A vida me deu mais chances de errar
E não de apagar
Novos erros, novos dias, a cada semana e mês
Por que me destes algo, se sabia que eu poderia errar?
Pois a brisa veio me contar
De que adiantaria apagar algo eternamente
Quando se pode escrever novas histórias?
Por isso venho por escrever, a cada dia, semana e mês
A borracha da infância se foi
A vida me deu inúmeros grafites
Só me resta escrever sobre algo
E escolho ser eternamente sobre você.