Suficientemente sagaz
Pelo tempo que jaz
Vivi para ver tal neblina se formar
Em uma constante camada para se orgulhar
Frio demais para constar
Com breves chuvas de luar
Por saber se orgulhar
O orgulho roubou a primazia
A eterna chance de congelar por se ter
Sem folhas secas
Galhos vazios
Correntes de ar que deveria amar
Tempestades ao acordar
E na madrugada, mais do que congelar
Estações a passar, mas a minha vem por chegar
Ossos de gelo
E coração pouco conceito
Eu te vejo nesse luar
Como veria rosas a cair pelo simples almejar
Estrelas tão brilhantes
A menos que a chuva as faça desaparecer
Manhãs gélidas, inconstante alvorecer
Pedidos a estrelas cadentes, talvez se realizem por mais ser
Facilmente encontraria o gelo de meu ser
Na calada da noite que me fez sob o calor me esconder.