Quando se ouvir chamar
O próprio nome
Em meados de sua própria história
É válido que se responda
Pois jamais se verá novamente
Performar a mesma memória
O gelo derreteu, ao mesmo que o sol irrompeu
Minhas lembranças não passaram
De páginas gastas em um conjunto de papéis
A hora já passava por agora
Vislumbrava o conceito de viver
Com anéis folheados de sentimentos
Pelos quais morreria para reviver
Quantas canetas seriam necessárias
Para, enfim, declamar o que a voz do coração
Se embargava ao escrever?
Jamais poderia contradizer
Que o sonho meu, seria viver pelo que aconteceu
Entre passados, presentes e futuros
A incerteza de ler eternamente
Me explicaria o porquê de eu ter escolhido
Viver mil vidas
Leal ao que me foi prometido
Sem jamais deixar de ouvir o som
De quando a brisa clama o céu por preferido
Quando a lua deseja seu próprio brilho.