Desejar ruir
Como a fina linha de um ser a vir
Sem eira, nem beira, estrada ou estribeira
Apenas a via, rodovia, poesia
Um vento a soprar e de mim mesma me levar
Cabelos ao vento
Conte-me mentiras em um tormento
Não sou daqui
Como faço para casa voltar?
Como uma criança perdida
Leve-me de volta ao lar
Completamente carregada
Pela dopamina a ser doada
Traga-me pedaços de rosas
Pois reais jamais vi
Traga-me pedaços de beleza
Pois a primórdio, não sou daqui
Viciada em errar
Viciada em não aperfeiçoar
Deixar ser e errar
Como um hippie contaria uma história de ninar
Sem chá, café, letra ou via
Apenas a poesia minha
Em letra cursiva e fina
Minha, minha querida poesia
Seja para mim até que venha o confim
Pois sozinha não sei ser assim.