Nosso Mundo Novo! Saudades, Vó Benedita!

Amar o próximo deve ser uma atitude diária e constante, porque esse amor nos identifica como seres humanos.

Temos certeza de que é preciso saber respeitar o outro. Não nos resta mais nada quando o ser humano não é capaz de ter compaixão.

Há quanto tempo estamos vivendo? É minha vida… É nossa vida… Neste mundo de meu Deus, vivemos para os outros, com os outros e pelos outros.

Aprendi, durante a minha vida a conviver com diversas ações, com problemas, com opiniões, com pessoas diferentes e até de outras religiões.

De diversos comportamentos, de tantas crenças e diferentes ações, de muitas atitudes, mas nunca para o mal, sempre para o bem e… quanto BEM.

Mas, tudo desaba – quando não há coleguismo, piedade, companheirismo. A capacidade de conviver é uma das maiores aprendizagens – estamos vivendo…

A comunicação, permanecer numa amizade, ter qualquer tipo de relação. Para isso não bastam só opiniões, sendo elas significativas ou não.

Em algumas situações, olhares se cruzam e daí conversamos – as qualidades percebemos e… muitas pessoas não veem.

Em alguma conversa, a senhora sorri e quer dialogar – sua sinceridade é autêntica e ela diz: como a senhora está linda! As palavras vêm do coração…

E como nos conhecêssemos há muito tempo, sinto simpatia por ela – daí a amizade nasce… Ela é D. Santina, com muita saúde e ótima aparência.

Com seus 78 anos ela está na sua melhor idade. Nada a aflige, de muita ação são suas atividades diárias. É meiga e forte. Ela é mulher do BEM.

D. Santina é feliz, respeita e compreende o próximo.

Como teria sido sua vida antes desta idade? De conforto, de alegrias, de felicidades? Teria ela filhos que garantissem uma boa ou ótima

velhice, lhe garantindo viver bem mais outros tantos anos?

Ela nem pensa em ir ao asilo – seu futuro é brilhante, com certeza.

Como idosa, será que passarei tempos tristes, de feitos e fatos que irão me desanimar, me torturar, me deixar triste?

– Não, não. Meus valores não serão distorcidos e viverei bem como sempre eu quis. A realidade é árdua, mas acredito passar dias de ótimas recompensas com Deus e com meus filhos.

Nossos pais, caso esta mãe, D. Santina, serão eternamente exemplo em nossas vidas – com experiências que valem ouro, serão para sempre dignos de confiança.

Nosso mundo novo – iremos cultivar como o jardim que só floresce lindas flores e perfumadas também.

Vamos envelhecer, sim, é a nossa melhor idade.

E nossa vida só nos leva a Deus! D. Santina, um dia nos encontraremos… em outra ocasião. Meu desejo é que Deus a abençoe, lhe proteja e lhe dê saúde, muita saúde…

À Vó Benedita que se foi há dois anos:

“A saudade é a forma que o coração encontra de manter vivo(a) o que partiu. Com o tempo, a dor deixa de gritar e passa a sussurrar… vira silêncio cheio de espera, guardando a esperança de que, em algum momento, a vida nos permita um reencontro”.

“A vida é feita de trabalhos silenciosos, que quase ninguém vê. Nem todos os dias você vai estar forte, e todos bem irão reconhecer isso. Que realmente importa, é não desistir depois de cada queda. Para que até os momentos mais difíceis fossem esquecidos, e quem acolhe continuar, sempre encontra novos motivos para recomeçar”.

“Hoje a saudade me apertou… mesmo sem ter braços. Me fez chorar sem dizer uma palavra sequer… e eu chorei em silêncio, com a certeza de que jamais vou te esquecer”. (21/02/1911 – 29/06/2024).