Nuvens da meia-noite

Canções de outono, sem ser tal estação

Chuvas que preenchem a alma

Tempos nublados que pedem descanso

Pausa da correria

Um minuto de silêncio para a vida que ainda existe

Meu coração implora por tal recepção

A calma que acalenta os ossos, e cada sangue

Posso contar os avanços

E por eles, a poesia é viva como a luz da manhã

Como a luz da lua que em mim ainda persiste

Números se findam, chegam ao fim

Do que deveriam ser

Por pedaços a desaparecer, eu vejo

A poesia de meus dedos correndo de mim

Saindo e voltando por cada coração

Como promessas deleitosas e veladas à meia-noite

Meu sangue, cada osso, cada centímetro de mim

Implora pela canção que vem a seguir

Mesmo em tempestades, eu voltaria e veria

Tudo novamente acontecer

Apenas porque sinto ainda persistir

Não desejo que castelos virem ruínas

Que os assombros ainda fiquem em cada escombro

Eu desejo a luz da lua, que na escuridão, foi guia para meu coração

Eu desejo você, com cada fibra de meu ser

Desejo a nuvem que acalenta e salva minha inspiração.