O silêncio do sangrar

E por onde andei?

Pelo silêncio de um olhar vazio

A esperança vazia

Ao dançar, se soltar e até mesmo respirar

Um ínfimo detalhe me colocou

Na posição de quem jamais deveria julgar

Eu cometi perjúrios ao te imaginar

E jamais cogitaria novamente

O sentido de amar

Por anos, presa aos arredores de meu coração

Quando saí, me arrependi

Em um mundo de egoístas

Não deveria ser mortal cuidar de si

Mas, infelizmente, não há como negar

Que ser pode sangrar

Enquanto o medo engana e faz pesar

A vida passa

E as pessoas chegam

Mas em companhia ou não

O coração não sabe parar de sangrar

E onde estaria a sensação de amar?

Onde estou, para que possa respirar?

Me afoguei em meu próprio pensar

Me arrependi ao não ser, mas não sei mais voltar atrás.