O sonho da neve

Tanta tinta

Que a faço derramar

Tantas flores

Que as faço marejar

Um mar de rosas

Em pruma bruma de uma decisão

Viver

Diferentes épocas e contos

Traga-me a vida

À vida de quem ama estar

Canetas brilhantes

Em tintas sem meados

Serpentes pelos cachos

Uma coleção de pecados

Datas a correr

Permear pela essência do ser

Sou quem devia ser

Mas jamais quem precisei estabelecer

Castelos nunca marejaram meu arfar

O mar de rosas vem de meu deleitar

O âmago de pensar

A essência de viver em verbetes eternos do ser

A mudança com o dito ar

Chova, chova, enquanto a neve não pode chegar

Pois meu sonho, eu sei, irá se realizar.