O calendário foi feito pelo homem. Os dias, as horas, as semanas, os meses e os anos são invenções humanas. Óbvio, por necessidade de controlar o tempo. Sol e Lua nos mostram início e fim. Somos movidos a superstições criadas ao longo da história da humanidade. O ontem, o hoje e o amanhã nos definem como evolução ou como queda. Ontem eu fiz; hoje deixarei para amanhã; o amanhã pode não existir mais. Estamos condicionados a um tempo que não existe. Corpo e mente reagem no compasso do relógio. O Sol sempre cede espaço para a presença da Lua. Ato tão simples e singelo que poderia nos ensinar muito sobre a vida.
A escuridão só existe porque não há a presença da luz. E quando aprendermos sobre a diferença e da empatia entre os corpos celestes, estaremos prontos para entendermos a noção do tempo. O tempo de Deus e de tudo aquilo que ele criou para usufruirmos. Há um tempo para tudo: trabalho, lazer e descanso. Nosso corpo e nossa mente reagem a tudo isso. Todavia, estamos nos esquecendo de um tempo que quase não existe: tempo de reflexão. Refletir nos leva ao encontro com aquilo que acreditamos. Trata-se de um ato espiritual. Neste tempo dos homens, onde tudo é feito às pressas e num curto intervalo de tempo, esquecemo-nos de existir. A gente vive, mas não existe.
Refletir sobre a nossa existência é uma das poucas coisas que são feitas no tempo de Deus, porque estamos vivendo constantemente no tempo dos homens, do relógio e de tudo aquilo que foi criado para manipular a nossa existência. Se tirarmos as pilhas ou baterias de um relógio ele para. Torna-se insignificante. E o tempo continua a passar. Sol e Lua não descansam, não param e continuam nos proporcionando luz e escuridão. A vida é isso: caminhamos entre as duas coisas: luz e escuridão. Se não existe um tempo para desacelerar, estamos caminhando para a obscuridade; se há um tempo para a soletude e o autoconhecimento, a luz é mais perto do que se imagina.
Estamos iniciando mais uma época de transição de Sol e Lua para melhorarmos o que somos. Cabe a nós escolhermos que tipo de tempo vamos viver: daquilo que Deus criou ou daquilo que foi imposto pelo homem. Grandes decisões precisam de um tempo para ser tomadas. Pode ter certeza que não é neste imposto pela sociedade. O autoencontro e autorreflexão nos colocam mais perto daquilo que Deus traçou para o nosso destino. Que você possa encontrar o tempo, querido leitor, no seu tempo. Que seja no tempo de Deus! Feliz 2026!