Ócios e Negócios

BOICOTE & BOICOTE LTDA

O que aconteceu e acontece na política entre EUA e Brasil tem acontecido ao longo da história de Monte Alto, na política municipal Um contra a política municipal Dois. Isto é, um faz outro desfaz, em relação ao contexto estadual. Resumindo: forma-se um grupo político com a finalidade de reivindicar apoio do governo estadual, depois da meta alcançada, outro grupo é formado seguindo para a capital destruindo a conquista anterior e propondo outra contrária, levando as autoridades estaduais a desistir de todas as reivindicações, considerando que não há consenso no município, logo, não há governabilidade municipal com merecimento de apoio do Estado.

MONTE ALTO VERSUS MONTE ALTO

No sentido crítico, o pior adversário de Monte Alto Um é Monte Alto Dois, na gíria, é um abraço de urso, no popular, um faz outro desmancha. É o que tem feito o governo e a oposição brasileira ao pedirem bênção ao pai Estados Unidos da América (USA). Uma comissão de alto nível é formada e parte àquele país “com o pires na mão” ao conseguir as migalhas de sempre, outra comissão oposicionista chega na Casa Branca “com a xícara na mão” quebrando o pires e recebendo um “cafezinho” para compensar o boicote.

Assim Monte Alto posa de exemplo para a política federal que desempenha com maestria o papel de quintal da maior potência mundial. Os políticos montealtense passeiam no Parque Ibirapuera, os políticos brasileiros fazem convescote no Centra Parque de Nova Iorque. Ninguém se lembra do nosso Parquinho em frente da Santa Casa.

UM FATO POLÍTICO

Esta coluna e o “Jornal O Imparcial” de outros tempos publicaram à exaustão uma gafe política ocorrida nos anos 1.950, no Palácio Elíseos de São Paulo.

O governo Estadual fez uma chamada aos municípios de todo o Estado para reivindicarem as necessidades de seus respectivos governos. A ordem era regional, Monte Alto ficou no grupo de oito cidades vizinhas. Uma vez no palácio, cada qual, isoladamente na presença do governador e secretários solicitaram seus pedidos. Por exemplo: Taquaritinga solicitou asfalto para a estrada de Cândido Rodrigues; Jaboticabal pediu uma rodoviária; Matão disse que tinha pressa numa empresa de suco.

Até aí, tudo bem, os secretários anotaram tudo e o que as demais cidades solicitaram. Na vez de Monte Alto, o representante, enfaticamente pediu: “Nós queremos que a Secretaria de Segurança remova o atual subdelegado de Polícia e o substitua pelo fulano”.O governador e os secretários não contiveram o riso, o fato se transformou em uma piada estadual espalhada pelos presentes.

FRASE

“Eu não preciso dos votos dos marmiteiros”. (atribuída ao Brigadeiro Eduardo Gomes, candidato a presidente da República em 1.946. Foi inventada pelos seus adversários, ele jamais a pronunciou, custou-lhe a eleição).

CASOS DO “O IMPARCIAL”

Quando a lei permitia, a gente escrevia na imprensa através de pseudônimo. No caso do O Imparcial, eu escrevia e colocava os originais em baixo da porta da gráfica Comtol, à noite. O Romeu de Oliveira era o diretor e o Guto, o redator. Praticamente todos os originais eram publicados, ainda que um ou outro sumia, era censurado, geralmente políticos.

Depois de um tempo, a direção do jornal passou para o Dr. Carlos Augusto Nunes (Guto) e a redação foi para a rua Jeremias, a lei não permitia o anonimato e os dois primeiros colaboradores foram eu e a saudosa Olga Porto. Eu, um simples autodidata e ela, professora. Devido à formação dela, os leitores não contestavam seus artigos, quanto à minha, leitores ligavam para o Guto e perguntavam se era ele quem escrevia e eu assinava apenas. Claro que ele respondia negando e dizia que eu era autodidata. (um leitor, certa vez, perguntou onde era essa faculdade).

PARAÍBA? SIM, SENHOR!

Até 1.930 a capital do Estado da Paraíba era a cidade de Paraíba. Naquele ano aconteceu um crime passional na cidade, em que o político João Pessoa foi assassinado pelo advogado João Dantas, porque os dois pretendiam namorar a professora Anais. Como João Pessoa era candidato a vice-presidente apoiado por Getúlio Vargas, o crime foi atribuído a motivos políticos e Vargas se aproveitou da situação atribuindo a adversários. Eleito, Getúlio deu o nome à capital do Estado a João Pessoa.

CONTRADIÇÃO GOVERNAMENTAL

Enquanto o Brasil foi uma monarquia, o melhor imperador entre os dois pai e filho, Pedro II foi o filho. Depois, na república, o melhor presidente na avaliação popular foi Getúlio Vargas, um ditador que tomou o poder em 1.930 e de golpe em golpe ficou no poder até 1.945. Depois foi senador e deputado por sete estados (naquele tempo podia). Em 1.950 voltou ao poder como presidente eleito por voto direto, ficou até agosto de 1.954, quando se suicidou. A volta de Getúlio à presidência foi pelo voto popular, o povo se manifestou e a palavra de ordem era: Queremos Getúlio – era o Queremismo.

1.950 – O MARANAÇO

Em 1.950, a Seleção Brasileira de Futebol, nada a ver com o país Brasil. Os jogadores entraram em campo na partida final contra o Uruguai de “salto alto”, ganhando o jogo antecipadamente. Quem entra ganhando sai perdendo. Foi a maior catástrofe esportiva da história do país. Todos os jogadores perderam a partida, porém, o povo e a imprensa sacrificaram três: Barbosa, Bigode e Juvenal. (coincidentemente, os três eram negros).

CORTESIA CASADA

Nos meus 77 anos (menos 12 de criança) jamais vi um marido abrir a porta do carro para a esposa. Namorado eu vi muito. Outro dia vi um marido abrir a porta do carro para a esposa, pela aparência, era um casal rodado!