O EXPERIMENTO HUMANO
A atual existência tripla na Terra, o Reino Vegetal representado pelo verde, o Reino Mineral predominância da água e o Reino animal superioridade absoluta do Ser Humano. Um minúsculo grão de areia, após milhões de anos, será transformado em um diamante bruto milhares de vezes maior. Uma sementinha, do tamanho de uma unha do polegar da mão humana, depois de séculos, se tornará uma gigantesca semelhante do tamanho de uma montanha, sequoia. Um ser humano de um a dois metros de altura, com 50 a 100 quilogramas de peso, em menos de 100 anos será algumas libras de cinzas. Os reinos Vegetal e Mineral não criaram nenhuma religião, se fossem criadas, teriam necessidade de deuses, e estes, necessitariam de crenças, fé e superstições para se manterem na ativa. Enquanto o Reino Animal, mui representado pela superioridade humana, conta com milhares de religiões com milhões de deuses criados e inventados, mantidos em evidência pela ignorância, crendices, fantasias e superstições de uma suposta Alma e de um Espírito transitório que se aloja no organismo e mente do dito Ser Humano. Tudo o que existe, não existiu e não existirá, o que há é uma realidade conhecida por EXPERIMENTO.
VISITA ÍNTIMA
Na década de 1920 foi inventada a televisão. No Brasil, ela chegou em 1950, em Monte Alto, em 1960. Aos poucos os televisores foram adquiridos pela classe rica, ampliando pela chamada classe média, época que se inventava a televizinha, isto é, quem não tinha televisor assistia no vizinho. Também a imagem e o som chegavam às cidades do interior através de torres transmissoras.
No final dos anos 1970, a TV em cores alcançava praticamente toda a programação e os aparelhos de TV abrangiam 90% das residências brasileiras.
Como o hábito de famílias e pessoas de relacionamento amigável ainda era comum na sociedade brasileira, eram comuns as visitas à noite entre as pessoas nas residências, até que o sistema televisivo colocou um final na prática.
Aconteceu que as pessoas visitavam os parentes e amigos e, uma vez no local, o anfitrião convidava a visita para ver o capítulo da novela ou o jogo de futebol. A visita de cortesia se transformava em uma reunião televisiva, se era para assistir televisão, era mais prático ficar em casa e ver a programação ao seu gosto e prazer.
A NOVA CELEVISITA
Depois do final do hábito supra citado, ainda raras famílias e pessoas amigas se encontravam nas visitas de cortesia, principalmente para cumprimentar em aniversários e comemorações diversas, coisa do tipo comes e bebes. O hábito está cada vez mais raro, ninguém vai mais à casa de ninguém, os cumprimentos são feitos via telefone celular. Mesmo, acreditem, quando algumas pessoas ousam se dirigir às residências das famílias e amigos, se deparam com algo surreal – todos, anfitriões e visitas, permanecem sentados, tipo uma reunião de surdos-mudos, cada qual falando ou digitando no próprio celular.
INTRODUÇÃO
O celular é a diabete mental
PERGUNTA SEM CALAR
Por curiosidade ou vontade de saber, leitores perguntam se escrever é dom, técnica ou inspiração. A resposta é: são os três. Depende do texto, uma informação é de conteúdo técnico. Um texto simbólico, ficcional e fantasioso é um dom; e um poema em prosa e verso é inspiração.
Diferente da ilustração ou da oralidade, que mostram com clareza se o conteúdo da mensagem é real ou irônico, a palavra escrita não é interpretada como tal. Escrevemos uma informação que pode ser real ou irônica e o leitor interpreta como dúbia, as vezes, como texto ofensivo ou por vezes hilário, até sarcástico. Um exemplo ocorrido na coluna há um tempo: escrevi que o japonês inventor do macarrão Miojo havia morrido, o que foi um fato, acrescentei uma ironiazinha – foi morte instantânea (um leitor enviou uma mensagem me alertando que a morte dele foi infarto! Ou seja, não foi morte súbita).
CRÍTICAS & ELOGIOS
Quem escreve, fala ou atua, está sujeito a críticas e elogios, sinceros ou falsos. Cada qual aceita um ou outro. Este colunista prefere as críticas porque elas incentivam a criatividade e corrigem os eventuais erros, enquanto os elogios levam a uma comodidade e coloca o autor em uma mesmice repetitiva.
As críticas são mais produtivas porque elas costumam ser mais contundentes, enquanto os elogios, por vezes, soam falsos e despertam desconfiança, sempre dependendo de onde veio.
Na nossa coluna houve um tempo que a gente criticava políticos, eles são os que mais “se ofendem” com as críticas. Pessoalmente, eu gostava de criticar o saudoso Gilbertão, vereador e prefeito da cidade. A gente escrevia um texto no jornal criticando-o, no final de semana, ele respondia na rádio com um tempo precioso, isto é, a coluna lucrava porque para cada leitor da coluna, cerca de dez ouviam o rádio. Ou seja, publicidade gratuita. Um boníssimo retorno.
SEM DICIONÁRIO
Respondam sem consultar o dicionário:
Charneca………
Semovente…….
Nenúfar…………
Envergadura…..
Antropofagia….
Ortodoxia………
CHEQUE SEM FUNDO
A maior dívida do mundo é dos EUA – 40 trilhões de dólares. 122% do PIB.
O Brasil deve 10 trilhões de reais – 82% do PIB.
O cara mais rico do mundo é o primeiro trilionário em dólar. O Musk tem um trilhão de dólares.