HISTÓRIA BRASILEIRA
Os livros oficiais, editados pelo Estado e adotados pelas escolas e professores, geralmente deturpam a verdade e muitas vezes até mentem. Ocultam os meandros da história atribuindo às personagens o que não fizeram.
Vamos a uma intriga palaciana ocorrida após a declaração da independência do Brasil, por D. Pedro I em 21 de abril de 1822, ele, depois da adoção da monarquia pelo Estado Brasileiro, se declarou Imperador, até porque que não havia outro e a monarquia não é no mundo todo, dadas as eleições.
Caso D. Pedro tivesse colocado o cargo à disputa, quem levaria a chefia de governo seria o Patriarca, José Bonifácio de Andrada e Silva, de quem o pai de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, rei da Globo, deu o nome.
Conjecturas à parte, D. Pedro I, assim que assumiu, notou que nas intrigas palacianas quem estava com a bola era mesmo o Jose Bonifácio, que criava, aprovava, vetava o que bem entendia no trono real, ele se metia até com a Domitila, amante oficial, entre outras de reserva, do Imperador. O patriarca ficava p. da vida com o poder da Marquesa de Santos, título oficial da Domitila. (Com o título da Domitila, a brecha para um título de nobreza para Bonifácio foi por água abaixo, já que a cidadania dele era santista).
LEI DO CHIFRE
O texto acima alerta pelo que os livros de história oficiais não registram os fatos claramente. Em todas as casas monárquicas do mundo, as intrigas, traições e crimes ocorriam e ainda ocorrem diariamente, no Brasil não podia ser diferente. O principal agente de governo do 1º império era o titular, D. Pedro I, portanto, com ele acontecia de tudo, do pior ao pior ainda. Apenas para registro, o primeiro Imperador “faturou cerca de 100 amantes, seu filho o D. Pedro II, se contentou com 17 meninas, arrumou uma oficial, a condessa de Arrabal. Tia francesa do seu genro, Conde D’Eu.
O velho D. Pedro I, colecionou entre as amantes a irmã de Domitila, sua cunhada, com quem teve uma filha, a condessinha de Goiás. (Isso livro nenhum mostra, registra ou imprime).
TITULO LEGISLATIVO
Na República Federativa do Brasil o principal cargo político é o de vereador, porque atua diretamente com o cidadão, na porta da casa, da loja, do clube e da esquina. No entanto, não se sabe o porquê, os vereadores do Brasil, se elegem sonhando em ser prefeito um dia. Ora, pois, um bom vereador, atuante, responsável e comprometido com seus eleitores, não significa que será um bom prefeito, menos até que competente. Um recado aos vereadores nacionais, sentem nas respectivas cadeiras e legislem para o bem do município, auxiliando o prefeito de que partido for. Outro aviso, vereador: Não seja cabo eleitoral de ninguém, o seu cargo é superior ao de deputado, prefeito, se não pela capacidade, mas pela importância política. Lembrem-se que o Brasil é uma República.
MÃOS SEM OBRAS
Graças à mídia nacional que informa desinformando, para o brasileiro, trabalhador é aquele que realiza as profissões fisicamente, como o operador de máquinas, o lavrador, o pecuarista, o pedreiro, o pescador, o lenhador, o minerador e o clássico “chão de fábricas”. Todos os demais brasileiros, de todas as atividades mentais e intelectuais, não ocupam a categoria de trabalhador. Entre eles o médico que faz plantão 24 horas nos prontos-socorros, o advogado que aguarda na delegacia a noite toda a liberação do seu cliente detido ilegalmente, o enfermeiro de plantão ao lado da cama do paciente diuturnamente, o aviador contornando nuvens e montanhas com chuva neve e tormenta seu avião à mercê de todo o tipo de clima, enfim o policial que faz a ronda dia e noite protegendo o cidadão e seu patrimônio com a própria vida – nenhum deles trabalha e como tal é vagabundo – não é um trabalhador, não faz o Brasil brasileiro. A lenda da enxada e da caneta ilustra essa realidade nacional, uma herança do colonialismo, cujos colonizadores venderam o sangue doado dos sacrificados e injustiçados colonos.
Finalizando, entre os que não trabalham porque não doam o físico em tarefas menos nobres está o exemplo nacional preso dentro de uma sala de aula, mal pago e sem futuro – o Professor!
FESTA DE AGOSTO
Religiosamente a festa, diga-se, quermesse, era em louvor ao Senhor Bom Jesus, no paganismo ficamos com o termo festa. Na tradução literal a festa era a de agosto, ou seja, realizada no mês citado. Não existia feriado maior, ainda que fosse nacional. Festa de agosto exigia roupa nova, sapato novo, até lenço de bolso zero. Como o mês era sempre frio, haja casaco, blusa de lã, camisa de algodão, calça de brim e meia de malha. Boné sempre que possível, e boina, fumar era moda, cigarro no bolso. O vento frio cortava as lonas das barracas e o cruel leiloeiro gritava mil por uma prenda que nada custava à festa, tudo em nome da religião e da caridade. Ainda faltava o famoso leilão de gado, tudo ganho do pecuarista doador de bezerro que foi salvo da febre aftosa, graças ao Bom Jesus. Na roupa: Gravata!
DEMOS-CRACIA
A democracia é o pressuposto da igualdade, como a contradição é companheira da lógica, o sistema democrático de governo aceita que se tenha a sede em um palácio ao lado do casebre do cidadão comum, o verdadeiro dono do país. O pobre cidadão democrata trabalha para enriquecer o rico cidadão “desmocrata”. No poder o povo se perde, não sabe onde está, ou a que vem, não encontra a igualdade e vive feliz com a diferença. O consolo é ser pobre, mas honesto e democrata. Tem o poder do voto, que elege sempre o que não merece e para contradizer o eleito tem o poder do Veto.
Enfim, a democracia tem dono, que não é o grego “domus” e sim o absolutismo “crahcia”.