Ócios e Negócios

LINHA DE PRODUÇÃO

A maior indústria do mundo é universal, tem filial até em ilhas perdidas nos confins dos oceanos. Todos trabalham nessa indústria produzindo cada qual no seu modo de vida, tanto na floresta como nos centros urbanos. Tanto socialmente como na sobrevivência básica. O animal do Planeta que mais produz lixo é o Homem, classificado como animal superior. Convém lembrar que o título foi atribuído a ele por ele mesmo, o todo-poderoso da Terra. Se bobear será o poderoso do céu destronando o titular. Aliás, o Todo-poderoso do céu também deu sua contribuição na produção de lixo: o bicho humano!

CAMINHO PERIGOSO

Escrevi aqui e falei onde foi possível. Caminhar é um ótimo exercício físico, porque as pernas foram feitas para isso e causar dor nos joelhos.

A caminhada é natural, não deve ser feita além das forças possíveis do organismo e da idade. Acontece que muitos caminhantes têm as pernas e os pés em bom estado, porém, têm a cabeça em estado de idiotice aguda. Traduzindo: nas caminhadas ao entardecer e no começo da noite/tarde com tênis de marca e roupas esportivas de grife, fazendo o papel de manequim, no entanto, apesar de tudo, as roupas são escuras e até pretas, tornando-se um alvo para os carros e outros veículos, que sentem dificuldades para ver pedestres em lugares indevidos, contra mão, no meio da rua com vestimentas improprias.

PISCINA ATLÂNTICA

Chegaram os europeus no Brasil, viram os nativos nadando e nadando no mar e nos rios. Esfregavam os corpos com flores, folhas e barro. As lamas eram xampus e as pedras sabonetes. O que deixaram os branquelos boquiabertos foram as vezes que eles tomaram banho por dia, uma, duas e até três. As meninas, os moleques, os adultos e as mulheres se lavavam e esfregavam os outros numa boa. Tudo era uma loucura na visão europeia que tomava banho aos sábados apenas e secretamente para que ninguém visse os defeitos e feiuras.

Também surgiu o espanto dos espantos: a índia grávida entrara na água e saia com o bebê nos braços, as vezes, até dois de uma vez. Sem fralda!

O CABELO NÃO NEGA

Um pente e outros acessórios, um bom xampu e um espelho mudam o visual do cabelo e, consequentemente, do rosto. Não é sempre que muda para melhor, acontece muito que a mudança fica mais para a juba leonina. Muito bem, para melhor ou pior, a gente pergunta: se no mundo todos fossem cegos e apenas você enxergasse, vossa mercê pentearia o cabelo?

BICHO E CARNAVAL

REFRÃO de uma antiga música de carnaval no Rio de Janeiro: “Depois do avião a maior invenção é o jogo do bicho! A frase expressa a realidade histórica, o jogo de bicho foi inventado em 1897 – antes, portanto, do avião. Na música fala que é depois como ironia, não se trata de antes/depois cronologicamente, mas de adoção popular, o povo adotou o bicho mais do que o avião.

MESTRE HOMERO

Em grego, dois por extenso se escreve “die”. Como o menor espaço de tempo no universo dura duas etapas, escuridão e claridade, tornou-se o nome de “die” (dia, no idioma). Praticamente universal, o idioma grego legou à Terra o Dia, tal como o português registra, o dia claro e escuro (noite e dia) a infinita sucessão.

DIÁLOGO CIFRADO

Em uma roda de prosa, como se diz no interior do Brasil, quando alguém participa sem uma identificação social, é chamado pelos demais de “goteira”. A palavra é uma gíria da maçonaria, o goteira é alguém estranho à crença (filosofia). O maçom se identifica através de sinais e uso de palavras específicas, reconhecidas pela comunidade geral maçônica.

ÓBVIO CELULANTE

Está cientificamente comprovado que o uso do celular quatro horas por dia diminui a capacidade cerebral em 25% se comparado com a atividade normal do cérebro em estado de repouso, ou seja, sem o celular a pessoa fica mais 25% ativa para a realidade da vida, mesmo aprendendo mais com o uso do aparelho. Na prática, o celular ajuda menos do que atrapalha, os neurônios usados na atividade do celular não são recompensados. O tempo é perdido.

MESTRE VERBAL

Em 1934 até 1945, no governo Vargas, o Ministro da Educação foi Gustavo Capanema, comprovadamente o mais produtivo do Getulismo, e por extensão, o melhor da república nova até os nossos dias. Gustavo criou grande parte do sistema educacional ainda em uso atualmente.

Assim que Capanema tomou posse, foi homenageado pelos professores do Estado da Bahia, em uma reunião em Salvador. A professora responsável pela recepção, no discurso de boas vindas falou: “viemos aqui para desejar ao nosso mestre o sucesso na sua empreitada”. Em seguida, o convidado falaria pela primeira vez à classe de mais inteligência do país, era o que supunha Capanema. Ele se apresentou e disse: “se vocês, professores, vieram, eu fui” (deixou a bancada e nunca mais proferiu agradecimentos ou homenagens em público).

PONTO SEM NÓ

Quando Alexandre da Macedônia completou 15 anos, ganhou o apelido de O Grande, nem tanto pelo que havia feito na juventude, mais pelo que haveria de realizar, a história seria contata para o mundo. Felipe II, o pai, deu-lhe de presente um curso completo com um professor exclusivo, um mestre “desconhecido”, Aristóteles. Alexandre II, já com o título de nobreza, aceitou, porém, exigiu que seu namorado Hefestion o acompanhasse. Fellipe aceitou e pagou o mestre Aristóteles com um pedacinho de Terra, o equivalente hoje ao Afeganistão (convém lembrar que na cultura grega/macedônica não havia o conceito homossexual, Alexandre morava com Hefestion e casou-se com várias mulheres ao mesmo tempo. Sempre com Hefestion titular).