Ócios e Negócios

CIDADE PLEONÁSTICA

Na década de1970, escrevi uma carta ao então consagrado filósofo Napoleão Mendes de Almeida, perguntado se Monte Alto seria um pleonasmo. Ele respondeu bem ao seu estilo breve o objetivo: “trata-se de um pleonasmo”.

Guardei a carta/resposta até que ela desapareceu perdida nas mudanças da residência que aconteceram de lá para cá. Desde então tenho inscrito na coluna sobre o tema. Abriu-se a polêmica, leitores conseguiram ser contra o pleonasmo ou a redundância, não insisti retomando o tema, como hoje. O mestre Napoleão não se dispôs a explicar a razão gramatical sobre o assunto, bastando a conclusão: Monte Alto é um pleonasmo. Um Monte tende a ser alto, se não o fosse não seria monte, seria um planalto.

ALCOOLISMO CRÔNICO

Em 1967 a Organização Mundial da Saúde, qualificou o alcoolismo como doença, atrás do ópio, da morfina, da heroína e demais drogas naturais ou laboratoriais. Para se tornar um alcoólatra basta ingerir por semana 330 ml de cerveja, ou 140 ml de vinho ou 40 ml de destilado (uma dose social).

Até três copos de cerveja, três taças de vinho e dois copos de vinho é tolerável e não caracteriza alcoolismo, lembrando sempre que o limite deve ser observado com rigor.

CAP MONTE ALTO

O único cidadão montealtense que tem o nome registrado em uma rua da capital paulista é o médico Dr. Raul da Rocha Medeiros. Na última vez que toquei no tema, o professor Dino Bruzadin e o contador Wagner Penharbel me informaram que a rua Dr. Raul, em São Paulo ficava (fica) no Belenzinho.

Na capital paulista também tem uma rua com o nome da nossa cidade, Monte Alto, passei nela e esqueci-me onde. Naquele bairro, não lembrado também, vi uma rua Jaboticabal e uma Taquaritinga.

TIA MESTRA

Há cerca de 10 anos, as professoras das escolas infantis de São Paulo, mediante um acordo, proibiram os alunos de chamá-las de Tias. Pediram para os aluninhos chamarem-nas de PRÓF. (abreviatura de professora). A razão do pedido é que tia também é o tratamento pejorativo das “meninas” dos prostíbulos.

Quando a Dona Ruth Cardoso era primeira dama da presidência da República, visitou uma escola de segundo grau e uma aluna a chamou de Tia, foi o bastante para ela perder a paciência repreendendo a aluna: “não me chama de tia, eu não sou sua tia, comporte-se”.

MODELO CHIFRE

Em 1968 duas montadoras de automóveis lançaram no Brasil modelos com teto solar, um sucesso fora daqui. O modelo não “pegou” o teto solar foi mal aceito pelos motoristas locais, diziam que era para acomodar o chifre. Nos demais países chifres/cornos não têm o mesmo significado, tanto que teto solar era muito bem aceito pelas europas, asias e norte-americanas.

FITA MÉTRICA

Quem estiver disposto a medir o território nacional do norte ao sul, deve fazê-lo observando que o extremo norte do país não é mais o famoso Iapoque, cansado de citações, os geógrafos acharam outro pedaço do solo avançando mar adentro, é o istmo de Caburai. Na outra ponta, no sul, ainda responde pelo velho extremo, o CHUI, eterno e nunca mudou. O lapoque/chui atualmente é Caburai/Chui.

RUI CULTURA

Na transição Império/República do Brasil, o nobre/republicano Rui Barbosa (Rui sempre com I), colocou seu nome como candidato à presidência. Disputou ao todo três eleições, perdeu todas. A última foi para o Marechal Hermes da Fonseca, sobrinho do primeiro presidente, Deodoro da Fonseca. Rui, mesmo perdendo para o Marechal Hermes, ficou na história, famoso teve seu nome em todas as cidades do país, como nome de ruas, avenidas, escolas e todos os logradouros públicos, enquanto que Hermes da Fonseca, deu nome a apenas um bairro do Rio de Janeiro. Rui tinha a maior biblioteca do Brasil. Tornou-se sinônimo de inteligente.

MUSEU DO LOUVRE

Turistas do mundo todo visitam o Museu do Louvre, em Paris, principalmente para ver a Mona Lisa, enfrentam filas enormes para ver a pequena moldura da maior obra de arte do mundo.

Há que se saber que a Mona Lisa vista exposta não é a original, é uma cópia. A original está em um cofre secreto no próprio museu.

PIADINHA DE SALÃO

Nos anos 1960 as piadas correntes eram inocentes. Uma clássica era a da camisinha na farmácia. Era um tabu e um senhor queria comprar uma camisinha e foi atendido por uma moça. Com vergonha disse que queria um Melhoral.

A moça, solícita, apanhou o comprimido, ele pagou com uma nota de maior valor e a moça disse que não tinha troco, se ele aceitava receber uma camisinha como troco.

PEDRADA MATERNA

Jesus estava acudindo Maria Madalena das pedras atiradas pela população. Ele a protegeu com sua túnica, olhou para a multidão e gritou: “quem não tiver pecado que atire a primeira pedra”. Não deu tempo para ele olhar para trás que uma pedra zuniu perto da sua orelha. Mal deu tempo para ver um vulto tentando apanhar outra pedra pronta para atirar. Ele olhou e deu um grito: MÃE! (Era a Mãe dele, Maria, que realmente não tinha pecado).

COBAIA NACIONAL

Os brasileiros reclamam que são as cobaias figuradas dos EUA. Cobaia é, na realidade, o nome de um animalzinho usado pelos laboratórios para pesquisar medicamentos. Também para rejeição em caso de implante e transplante.

Cobaia é o nome do animalzinho parecido com rato. No Brasil, a cobaia usada é conhecida como porquinho-da-índia.