Ócios e Negócios

O MACHISMO DE CADA DIA

Todos os animais respeitam suas respectivas fêmeas, porque a natureza ou o Criador dotaram-nas com a benção da maternidade, salvo alguns seres raríssimos primitivos, que se reproduzem assexuadamente; isso foi até a vinda catastrófica do ser humano na Terra, com a missão de degenerar o Planeta. Para cumprir com êxito a tarefa, o macho da espécie humana, desde os tempos imemoriais agride, estupra, violenta e mata sua respectiva fêmea, mãe de seus filhos e perpetuadora da espécie. Isso porque o macho se intitula um animal superior. Se fosse um ser inferior sabe-se lá o que essa fera seria capaz.

ENDEREÇO PERPETUO

Durante meio século exercendo atividade no comércio de Monte Alto, sempre na Rua Nhonhô do Livramento, com raras e temporárias mudanças, ainda vi muitas vezes algumas pessoas se referirem à rua como do Centro, nome original na época da fundação da cidade. Cansei de atender o telefone de empresas fornecedoras de várias regiões do Estado e do país, perguntando sobre o pedido feito de mercadorias, e a rua era a NHONHÔ assim paroxítona.

Eu respondia: é Nhonhô o marido da Nhônha!

SOTAQUE CAIPIRÊS

A gente não percebe porque pronunciamos todos iguais em Monte Alto, porém, os de fora, mormente os da capital, percebem na hora quando falamos sobre pooortão, pooorta, pooorco e montearto. Na capital paulista, no Mercadão Municipal, na rua Cantareira, onde fiquei algum tempo, mal conversei com o pessoal que ganhei o apelido – montearto!

Em Piracicaba (SP) por conta do folclore, os piracicabanos falam como nós. Um escritor de lá lançou um livro com o nome de: Tarco, arco, verva (Talco, alcool e velva) produtos usados nas barbearias locais.

BEIJO BACTÉRICO

O esqueleto humano tem nove orifícios. Se perguntarmos aos leitores qual deles é o que mais transmite doenças bacterianas, certamente ninguém responderá que é a Boca. Pois é: Para que não errem o buraco, a resposta correta é mesmo a boca, ela tem a maior carga de bactérias, com o transmissor oficial – o Beijo.

TUDO LIBERADO

As cafetinas e cafetães, donos de bordeis liberam “as meninas” para fazerem o que quiserem nos mistérios de alcovas. Desde que o respeito exista entre as partes, cliente e a “moça”. Existe apenas uma proibição, obedecida à risca, a desobediência pode até gerar a expulsão da casa: o BEIJO na boca. (segundo a lenda ou superstição, o beijo na boca provoca a Paixão).

No mercado do sexo o sentimento é prejuízo, porque o freguês tira a menina da casa ou esta desmonta o casamento do freguês.

GUERRA DOS REFRI

Aconteceu lá pela década de 1970, as duas indústrias mais conhecidas de refrigerantes dos EUA, Coca-cola e Pepsi-cola, declararam guerra entre si, na área de propaganda, o evento ficou conhecido como guerra das colas. O mundo todo repercutiu o fato, como era de se esperar Monte Alto entrou na história.

Um boteco em um endereço qualquer foi na onda. O dono colocou uma garrafa de cada cola na prateleira com uma cartolina escrita com pincel atômico, eles brigam lá, nóis briga aqui! Na frente das garrafas ele colocou uma garrafa de guaraná Tupinambá e outra do guaraná Ideal. (Taquaritinga).

Ele me deu uma foto – fiz o favor de perder!

PAÍSES BAIXOS

Flamengo é o idioma de uma região da Holanda. Palestra Itália era o nome original do atual Palmeiras. Na segunda guerra, como a Itália está do lado da Alemanha, consequentemente contra o Brasil, o Palestra trocou de nome pra evitar conflito, com o fim da guerra o Palmeiras continuou.

RISONHA E FRANCA

No meu tempo de escola primária as notas das provas eram de Zero e Cem. Repeti o primeiro ano. Era chamado de cabeça de pano – primeiro ano. Quando voltei, repetente, fui chamado de repetente … repetente ente… ente… ente! Aquela musiquinha da Varig veio de lá Varig… varig…agui… agui!

No primeiro ano tirei uma coleção de ZEROS. No ano seguinte, o da repetência, era Cem… cem… cem! Meu boletim ficava exposto em cima da mesa da professora.

BOMBONIERE

Quem se lembra da bomboniere (nome francês) em português talvez bomboneira, do Cine São Jorge? O que custava nos bares na rua, lá era três vezes mais, a bala Dea, Chocotoffe, Nestle e a Pipper acabavam antes do filme começar.

A Pipper nunca acabava – era a reserva. Para quê?

O pessoal do cinema ficava bravo comigo e com o Beto (Gilbertão Morgado) porque a gente comprava a bala Dea de todo o estoque.

CARAVELAS

Em 1498, dois anos antes de Cabral, o navegador Vasco Da Gama, saiu de Portugal, com destino às Índias, para comprar especiarias em Calicute. Avisaram ele para seguir reto, não parar em Porto Seguro, lá seria do Cabral, que inventaria uma calmaria para aportar e ver as índias peladas. O Vasco foi!

Em Calicute ele brigou com o chefe local por causa dos preços das coisas. Os vascaínos brigaram (sempre foram encrenqueiros) com os locais e partiram sem pagar o preço certo do cravo, pimenta, canela e sal grosso.

Pouco tempo depois chegou por lá o Pedro Álvares Cabral, para comprar as cositas para tempero. Os Calicutenses não venderam, e ainda por cima, mataram o coitado do Pero Vaz Caminha, que nada tinha com a história, a não ser escrever uma cartinha sobre o Brasil, que foi achada 200 anos depois.