PRÉ-ESCRITO
Nossa coluna é escrita com duas ou mais semanas de antecedência, o que justifica a omissão sobre o Dia do Professor (15 de outubro passado).
Todas as profissões são nobres, do coletor de lixo ao cientista nuclear. Quanto ao Professor, é a “avis rara” da humanidade. Uma vez Professor (Atentem para a Maiúscula), sempre Professor. Até o Professor se tornou Professor porque foi uma criação de um Professor, na verdade, Professores.
O autor da coluna contesta a “invenção” legal do Dia do Professor, como Feriado Escolar. Por feriado se entende sem trabalho, no entanto, o Professor cumpre sua missão, não se limita apenas ao trabalho. A “profissão” do Professor é o exercício da Maestria, o que ele o faz 24 horas em qualquer local. A sala de aula é o templo sagrado do ensino, é lá que Professor e Aluno se confraternizam. Convém que se faça o verdadeiro Feriado Escolar, cumprindo-o na Sala de aula. Cada vez que um Professor ensina, ele aprende!
(O “Mestre dos Mestres” saiu da sala de aula e foi lecionar na Eternidade).
CASAMENTO
Minha avó paterna, que pouco conheci, ainda na segunda infância, vez ou outra, depois de alguma bronca, filosofava com sabedoria. Uma delas marcou na minha lembrança “ad eternum”. Ela aconselhava as amigas que para um casamento durar mais de 50 anos, até um morrer, era básico e simples: Respeito mútuo!
Em seguida, praticamente, ela cochichava: nunca dormir brigado! (Onde está dormir, leiam “brincar na cama” – palavras dela, autocensura por minha conta).
LAR DOCE LAR 1
Nas décadas de 1950/60, a construção civil foi inundada por uma novidade, um tal de caco de cerâmica, para revestimento de pisos e paredes. O que aconteceu de fato para divulgar a moda foram as indústrias do setor que, para se livrar das perdas “inventaram” os cacos como uma segunda opção de revestimento. Com um pouco de publicidade direta com os engenheiros e com uma “ajudinha em grana”, os cacos, como se diz agora, viralizaram.
LAR DOCE LAR 2
Em Monte Alto também “pegou” a moda do caco de cerâmica, e de azulejo também. O Nagib, comerciante e construtor, possuía algumas casas para alugar. Eu trabalhava na loja dele e ficava sabendo sobre as casas e inquilinos. Certa vez, tinha uma casa vaga, reformadinha, pronta para alugar; apareceu uma senhora interessada, gostou da casa, porém, pediu para que o Nagib revestisse o piso da sala de visita com cacos. Ele disse que a troca pelo original teria um custo. A futura inquilina disse que pagaria. A reforma foi feita.
(O curioso é que o piso original da sala era de taco de madeira, que ao ser retirado, foi todo perdido. O taco era duas vezes mais caro que o caco).
FÉ E PRÁTICA
A mídia divulga resultados e pesquisas sobre religiões no mundo e a Fé Católica aparece no Brasil como a maior da Terra. Acontece que as pesquisas são conclusivas, porém, não verdadeiras, porque os pesquisados brasileiros que respondem como católicos, na realidade, não o são de fato. Praticamente a metade dos “católicos” são apenas de nome, a fé é comprometida pelo famoso “não-praticante”. Ou seja, a pessoa é batizada, crismada, comungada, casada e também apadrinha algum parente e amigo durante a vida religiosa. Mais nada!
O “não-praticante” entra na Igreja apenas em tais datas e quando morre “entra na igreja”. Até a extrema unção foi banida do calendário litúrgico. Para dobrar o número de católicos praticantes não tem segredo, basta inverter o dízimo, em vez de receber do fiel, pagar para ele! Mudarão para “fiéis praticantes” imediatamente.
PIADAS E ANEDOTAS
A diferença entre a piada e a anedota é que mesmo ambas serem engraçadas e humoradas, a piada é uma invenção, uma ficção, enquanto a anedota é um fato real acontecido com pessoas e animais, uma realidade.
Uma piada:
Um repórter entrevista um rico:
Como o Sr. Enriqueceu?
– Vendendo pombos-correio!
– Então o Sr. Tinha muitos?
– Não, um só. Eles voltavam sempre!
Uma anedota:
Monte Alto teve um prefeito, o Sr. Canale, folclórico, porém, competente e laborioso. O Guto, antigo diretor de “O Imparcial”, perguntou-lhe:
– Seo Fioravante, quando será resolvido o problema da água?
– Assim que a gente encanar a água lá da serra.
– Prefeito, não será possível devido à Lei da Gravidade.
– Nós vamos pedir para a Câmara revogar essa lei!
(A anedota existiu, o autor da coluna presenciou a conversa).
LATIM TARDIO
Oriundas do latim, em português, Obrigado e Obrigada significam Agradecido e Agradecida. O uso de ambas é simples, dói os ouvidos quando a gente ouve o contrário; ler, então, é um estupro gramatical. Vamos ao correto: quando um homem agradece uma mulher, ele diz: Obrigado. Caso um homem agradeça outro homem, ele diz: Obrigado. Se uma mulher agradecer outra mulher ela diz: Obrigada. Se uma mulher agradecer a um homem, ela diz: Obrigada.
A aula supra equivale a “pegar na mão” na escola infantil.
CERTIFICAÇÃO
Empresas e produtos recebem certificados de qualidade de empresas certificadoras. Quem certifica as empresas certificadoras? Essa coisa parece o enigma do criador. Afinal, quem é o criador do criador?