Ócios e Negócios

VAMOS ERRAR MENOS

Cansado de ver, ouvir e até ler erros primários sobre os pedidos de perdão e de desculpa, a coluna resolve dar uma aulinha aos “desculpantes e perdoantes”.

Peçam desculpas quando cometerem alguma ofensa ou deslize sem querer.

Exemplo: um esbarrão na rua. Olhem para a vítima e… desculpas!

Peçam perdão quando cometerem algum ato físico ou oral ofensivos.

Exemplo: dar um empurrão na pessoa para furar a fila ou passar com ofensas verbais, como um palavrão… perdão!

ANTES DO PRIMEIRO ANO

Atenção mães e pais com os filhotes recém nascidos até o ANO UM. Todos sabem sobre as vacinas obrigatórias, não existem opcionais, conforme a idade, são necessárias. Consultem o pediatra e compareçam nos postos de saúde pediátricos. AGORA, atenção: além do Pezinho, há um exame OFTALMOLÓGICO específico para os bebês. Procurem o posto de saúde ou o oftalmologista. O pediatra deve ser consultado. Lembrem-se: até um ano!

(Olho no Olhinho).

FRASE

“Eu jamais serei sócio de um clube que me aceitar como sócio”. (Groucho Marx, comediante norte americano).

NUTRICIONISTA

Em todas as dietas para emagrecimento as ‘nutris’ destacam os vegetais e muita água. Essa combinação e mais exercícios físicos é tiro e queda.

Um leigo como eu não tem condições de contestar nossas “doutoras”, porém, com o direito a duas perguntas:

A baleia come apenas peixe e toma água direto, exercitando-se 24 horas e está gordinha. Falta vegetal?

O elefante come apenas vegetal 18 horas por dia e dorme as outras seis, toma água pura ou a dos vegetais. O elefante magro não existe. Está sempre gordo e elegantérrimo.

SAUDOSISMO CRÔNICO

Eu sou do tempo, segundo alguns, do bom!

Sou do tempo do mimeógrafo, da camisa volta ao mundo, do telegrama, da caneta tinteiro, da manivela, da vitrola, do merthiolate ardido, da pastelaria do Morise, do bar Pinguim, do Banco Julião Arroio, da Vila Seixas, Vila Tabuinha e da CRAI.

MEMÓRIA SELETIVA

Um aviso aos leitores fiéis, a coluna não é escrita com cópia, pode acontecer, ao longo das semanas, repetições de assunto, até mesmo repetição integral de tópicos. Desculpem-nos pelo descuido e falta de memória. Há um ditado milenar que diz: até o velho Homero cochila (erra). Era gênio e cego, escreveu as três obras maiores do Mundo tudo de memória. Se enxergasse então!

DEMOCRACIA

A democracia é um princípio humanista, não tem nada a ver com governo. A Grécia, que se intitula a mãe da democracia, deu um jeito legal de inseri-la na política para que fosse praticada de cima para baixo, ou seja, a mor contradição, porque a democracia é o pressuposto da igualdade, não tem governo nem é governada. Se a igualdade é fundamental, como se explica um governo democrático se instalar em Palácios, enquanto o povo (que é igual) viver em favelas e periferias sem dignidade social. A Grécia sucumbiu com democracia e tudo porque nunca foi essencialmente democrática, sistema importo ao povo grego foi uma espécie de “desdemocracia”. No tópico seguinte ilustramos.

PRESENTE DE GREGO

O Cavalo de Tróia explica as contradições gregas no governo, no povo, no Estado, isto é, a Grécia derrotou Tróia usando truques no lugar da força militar; o cavalo foi apenas uma tramoia antibélica, presente de grego se tornou proverbial, porém, na realidade, destruiu uma nação milenar. A Helena foi uma desculpa “de grego”. Vamos a um diálogo entre dois gregos:

– A Grécia será uma perfeita democracia. Diz Tasso.

– Isso será péssimo. Todos seremos iguais. Responde Dimitri.

– Você tem razão. Como a gente vai se virar sem escravos? Encerra Tasso.

LEITURA OBRIGATÓRIA

Como a metade dos brasileiros jamais leu um livro ou vai ler, nosso leitor ganha uma sugestão de leitura. O livro é um daqueles que a gente torce para não acabar, se tivesse mil páginas mais interessante seria.

A obra é “A Saideira” de autoria da jornalista Barbara Gancia, que foi colunista dos maiores jornais de São Paulo e várias revistas nacionais. Ela narra sua vida de alcoolismo crônico (mas não conto, leiam).

Curiosamente, a autora Barbara (sem acento) forma seu nome com dois bares – Bar/bar. O destino tem que ser alcoolismo de boteco.

SERVIDÃO COLONIALISTA

Os portugueses que escravizaram o Brasil referiam-se ao país no plural – Brasis. Isso porque o Brasil era a colônia mais produtiva, mais pacífica e com a maior extensão, comparada com todas as colônias africanas, indianas e chinesas de Portugal.

Os lusos acertavam no plural, que ainda pode ser chamado igual porque temos o Brasil/país, o Brasil/Estado; o Brasil/nação e o Brasil/global. Nosso território sempre foi d mesmo tamanho, era e ainda é País. Também é um Estado consolidado totalmente constitucionalizado, porém, não existimos como nação. O brasileiro/brasileiro não existe, todos somos de origem extranacional. Tanto que na informalidade temos o português, o italiano, o americano, o inglês, o espanhol e outros mais. Mesmo os nascidos no Brasil devem sua nacionalidade original, porque são descendentes de europeus e asiáticos, sem falar dos africanos, que na condição de escravos “imigraram” nos Brasis.