O CRUBE DE MONTEARTO
Em 1933 o mundo político mudou, o Nazismo ascendeu na Alemanha e o Comunismo se consolidou nas Repúblicas Socialistas Soviéticas em forma de União geográfica e política (URSS). No ocidente, o Reino Unido, a França e outros países de menor porte e importância menor enfrentaram as novas forças isoladamente, até um acordo se tornou necessário, estava formado o embrião da nova Grande Guerra, que foi chamada de Segunda Guerra Mundial, devido à primeira na Europa e América, a mais sangrenta até então.
Prevendo que as batalhas seriam travadas via aéreas, os EUA, que entraram no conflito “convidaram” o Brasil para uma participação efetiva. Para compensar o empenho da convocação de 25 mil soldados (Pracinhas), os ianques encheram nosso país de dólares para financiar a metalúrgica de Volta Redonda e incentivar a Aviação Civil com aeronaves, aeroportos e infraestrutura aérea.
AERONAVES E CAMPOS DE AVIAÇÃO
Monte Arto, segundo o sotaque local, além de participar do conflito do mundo com dois pracinhas, “ganhou” toda uma estrutura aérea através de financiamento em dólares americanos. Foi preciso construir Campos de Aviação para contornar as exigências de aeroportos. A grana cujo destino era restrito para operacionalidade aérea e treinamento de pilotos civis sofreu um desvio de verba para a construção da sede do Aero Clube Civil de Monte Alto, uma obra completa, social e esportiva, com complexo aquático olímpico. Nascia o cartão de visitas de Monte Alto reconhecido pelo Estado.
O terreno, na área central da cidade, foi doação particular, segundo os habitantes da época confirmaram, porém, a área não foi doada para o setor aéreo, e sim, para a Santa Casa local, que devido à urgência, devido à guerra já declarada, cedeu para a aviação, cujos pilotos que se formariam poderiam cobrir as necessidades bélicas que viriam. Ao ceder o terreno a Santa Casa exigiu a fidelidade social, caso o pessoal da aviação mudasse ou coisa que tal tudo voltaria àquela entidade.
ENTRE HANGARES
No início o “Crube”, como era chamado, aceitava apenas sócios do setor aéreo e seus familiares. Com o tempo, foram aceitos os agregados e depois com a sociabilidade aberta às pessoas de bem da cidade. Como poderia haver alguma contestação dos sócios originais ou um possível retorno da doação à Santa Casa, a diretoria, com anuência do Conselho, mudou o nome para Monte Alto Clube.
Com tudo legalizado o Monte Alto Clube aceitou sócios remidos, o que tornou o cartão postal da cidade uma entidade praticamente particular. O Clube tinha sócio e também dono, o voto definia como era formada a diretoria, com até diretor vitalício e os com índole ditatorial. Enfim – cadê o crube!
AEROPORTO COM TETO
Se você, caro leitor, tiver medo de voar de avião porque ele pode sofrer um atentado terrorista, viaje com uma bomba na mala.
A possibilidade de existir duas bombas no mesmo avião é nula!
CONFRATERNIZAÇÃO SOLIDÁRIA
Nas empresas e nas demais associações e grupos de pessoas de qualquer natureza no final do ano e na data máxima da cristandade, o Natal, em que se comemora o nascimento de Jesus de Nazaré e posteriormente Cristo, costumam se reunir em confraternização para agradecer o sucesso alcançado no período anual, o que é aceito e merecimento dos participantes. Porém, seria de bom grado se os que se reúnem para tal fim o fizessem numa forma solidária com os menos favorecidos da sociedade. Exemplo: as comemorações se expandissem às casas de caridade, asilos de idosos, hospitais e qualquer outra associação social, seria a verdadeira confraternização de fé. Pensem sobre!
CANELADA POLÍTICA
Na década de 1050, nos anos em que Adhemar de Barros foi governador do Estado de São Paulo e o intelectual nigeriano, Leopold Sedar Segnor, foi ministro das relações exteriores da Nigéria, aconteceu uma visita protocolar daquele ministro ao governador. Na data marcada, Leopold visitou o governador no Palácio do Governo. Pontual, o ministro aguardou a sua vez de ser atendido pelo Dr. Adhemar, na sala de espera. Quando chegou o momento, o secretário do governador conduziu o Sr. Leopold à presença do chefe de governo. Assim que Adhemar cumprimentou o visitante, ele disse ao secretário: “se ele tem canela fina é negro bom para a pecuária, se for grossa, é bom para a lavoura”. O Sr. Leopold ouviu tudo calado, já que dominava o idioma português. Vingou-se ao escrever seu próprio livro – mencionou a passagem letra por letra.
ORELHADA SURDA
Os que têm duas orelhas para ouvir melhor reclamam que têm audição insuficiente por causa da cera concentrada internamente no ouvido. A cera teria se dentro da “oreia” tivesse uma colmeia. Cera quem faz é abelha e alguns funcionários públicos, nos ouvidos se formam o cerume. Uma substância que não deve ser molestada por quem não entender do processo (o cerume é uma proteção ao complexo auricular).
FLUMINENSE CARIOCA
O time carioca Fluminense é conhecido pela torcida pó de arroz porque nos anos 1930 um jogador, Carlos Alberto, foi transferido do América para o tricolor das Laranjeiras. O atleta era negro, o que não o fazia ser bem visto pela torcida do Flu, para entrar em campo Carlos Alberto, praticamente pintava o rosto de pó de arroz, para parecer branco. Claro que a torcida não se deixava enganar e gritava pó de arroz… pó de arroz… quando o jogador entrava em campo. Mesmo quando Carlos Alberto deixou o clube, a torcida gritava pó de arroz… pó de arroz… para todo o time. Até hoje o costume existe!
FRASE
“Depois de Elvis o que existe é o nada”. (John Lennon, dos Beatles).
“Nem Jesus Cristo é mais conhecido no mundo”. (John Lennon, dos Beatles).
“O sonho acabou”. (John Lennon, dos Beatles).