PASSAPORTE CARIMBADO
Turistas do mundo todo elegeram e elegem o Brasil como o país perfeito para a prática do turismo universal. O brasileiro na contramão da preferência turística é um deslumbrado pelo estrangeiro, adora o europeu que saqueou a América Latina durante 400/500 anos e escravizou os povos originários, até que os dizimou culturalmente, fazendo do Brasil e demais países um celeiro de escravos africanos. O brasileiro, depois da Europa, elegeu os EUA como matriz ao ponto de aceitá-los como nossos heróis, mandando na gente como um povo vivendo no quintal deles. Ao ponto de políticos nacionais declararem “que o que é bom para os EUA é bom para o Brasil”. (Acreditem: um embaixador do Brasil beijou a mão de um secretário de Estado ianque, em pleno solo nacional).
FENÔMENO GLOBAL
Sem ser eleita pelo povo, a maior representante da mídia nacional governou o Brasil durante 60 anos e ainda governa tornando-se uma ditadura proclamada, sem voto, uma unanimidade por aclamação. VIVA a REDE GLOBO!
Em 15 anos de fundação a TV Globo saiu do zero de audiência à liderança incontestável. Como o dinheiro não deu para escalar o Monte Evereste, para chegar ao topo e fincar a bandeira nacional, foi preciso buscar alguns dolazinhos no Tio Sam. Como esse tio nada faz sem garantia real, junto com o dinheiro enviou o Mister TV para dirigir a “TV Devedora”, Joe Wallace. O capitão assim que assumiu o cargo de poderoso chefão, contratou o “General” Walter Clarck, que por sua vez contratou com um salário aberto, o chamado “Patriarca” José Bonifácio de Oliveira Sobrinho. O trio de ouro, Joe ficou no cargo durante 14 anos, Sir Walter, 11 e o Boni, 31 anos.
DITAMOLE DA FOLHA
Uma ditadura 1964/1985, mista militar/civil tem como prioridade anular o quarto poder (mídia), ou seja, se fosse dura de fato e não “ditamole” como um editorialista da “Folha” grafou numa edição de Domingo. Foi um “deus nos acuda”. O editorialista não foi despedido, prova que o editorialista e o dono do jornal eram de opinião igual. A ditadura governou o Brasil com a anuência da Globo e esta, por sua vez, governou a Ditadura. A Globo colocou cinco técnicos no trono de Brasília, todos generais/marechais, o desgaste foi tanto que sumiu do exército o cargo de marechal, o cargo máximo passou a ser general de quatro estrelas. Apenas os cargos de presidente da república e dos ministros militares, todos os demais foram civis, desde o da Casa Civil.
Como o Brasil é o país da piada pronta, o 1º de abril foi o dia do golpe, mais conhecido como revolução, nosso dia oficial da mentira. O Golpe de Estado, melhor, golpe de governo passou a ser oficialmente 31 de março.
Assim fora os que morreram e sumiram – todos ficaram felizes!
GABINETE MINISTERIAL
O Brasil passou à história por um breve período de Governo Parlamentarismo, com três primeiros-ministros, pela ordem, Trancredo Neves, o que mais ficou no poder, seguido por Brochado da Rocha, e fe-chando o ciclo, após o plebiscito que o presiden-cia-lismo foi consagrado, Hermes Lima, que mal esquentou o “trono” governamental. Assim aconteceu a volta triun-fal do presidencialismo, sofrendo a Revolução Militar, nome dos Golpes Militares sofridos no país desde então, sempre pomposos Golpe de Estado.
PRIMEIRO PRESIDENTE
Comandando uma tropa de 600 soldados, obrigado pelo alto comando, o general elevado a Marechal, o Manoel Deodoro da Fonseca (esse o nome completo) PRO-CLAMOU a República, que nunca foi outorgada, nome-ando o vice Floriano Peixoto com a alcunha de genera-líssimo, título inexistente no Brasil.
Antes de completar dois anos de mandato o Marechal Deodoro foi deposto. Ele assinou o termo da deposição declarando: “Assino o decreto de alforria do derradeiro escravo do Brasil”.
Foi assim que o primeiro presidente nomeado do Brasil, também baniu o último Imperador do país. Deodoro serviu o exército e a suposta república que foi traído por Floriano Peixoto. Morto nove meses depois, pediu para ser sepultado em trajes civis e sem honras militares.
GENERALÍSSIMOS PRESIDENTES
O primeiro presidente (1889/91) e o segundo (1891/94) aquele deposto, este renunciante, quebrou o juramento de posse, permanecendo no poder após o final do mandato, tornando-se o primeiro golpista de Estado da nação.
Antes de Floriano a capital do Estado de Santa Catarina era Desterro, após o generalismo partir para o além, tornou-se Florianópolis.
Curiosamente o título de generalíssimo nunca existiu no Brasil, era um título exclusivo do exército argentino. Segunda curiosidade: foi o presidente Castelo Branco, primeiro do militarismo, que revogou o marechalato do Brasil, até que os últimos titulares falecessem.
O RABINO DAS GRAVATAS
Durante a ditadura 64/85, aconteceram mortes, execu-ções, sumiços, banimentos, delações e suicídios. A execução nos porões da ditadura mais famosa foi a de Vladimir Herzog, jornalista da TV Cultura de São Paulo. O corpo dele foi devolvido à família como suicida, ou melhor “suicidado”. A comunidade judaica, ele era judeu, não aceitou a tese, até porque a gravata supostamente usada para a morte não tinha a combinação necessária para o nó. O Rabino Henry Sobel respondeu ao exército que não aceitava a tese suicida. Ele sepultou o corpo de Herzog no centro do cemitério judaico de São Paulo, onde os mortos de morte natural eram sepultados, mostrando ao mundo que os suicidas, segundo o judaísmo, eram sepultados exclusivamente nas sepultaras laterais do cemitério.
A ditadura começou sucumbir com a ação de Social.