Ócios e Negócios

SUA MAJESTADE O CELULAR

A Terra, planeta perdido no Universo desconhecido, deu abrigo à pior espécie do Reino Animal já vista nos céus e nos infernos, até os dinossauros e agregados suicidaram-se afogando na lama do Campestre assim que perceberam uma coceirinha no escroto, era o Humano se alojando entre os pelos pubianos.

Antes dos dinossauros e outras espécies naturais, por bilhões de anos e séculos, reinou a paz na Terra. Mesmo com a chegada da humanidade, outros bilhões de anos suportaram o protótipo denominado Homem, que se elegeu o dono do Planeta, exibindo como amostra Átila, Nero, Torquemada, Hitler, Stalin e outros de menor expressão política, até que o FIM do mundo apareceu, brotando no Vale do Silício, chegando com o nome de CELULAR. Foi tomando as monarquias, as repúblicas e as ditaduras terráqueas, terrenas e terrestres. Sentou-se no trono da escravidão e fez os povos de escravos, vivendo nas senzalas, comendo nos cochos da ignorância com os porcos. Voltou o beija-mão. Benção, nosso REI CELULAR!

PRIMEIROS SOCORROS

Os endereços urbanos precisam mudar de nomes urgente! Vamos começar pela rua dos Acidentes, pelas as Falta de Educação, das Sem-Vergonha, avenidas dos Povos Escravos, ladeiras das Religiões, Largos das Quintas Rodas, esquinas das Prisões Domiciliares e ruas das Contramãos para Pedestres. Para encerrar, todas as ruas preferenciais PARA PEDESTRES portando Celular.

A Terra conta com 8 bilhões de humanos com cerca de 3 bilhões de pessoas passando fome, literalmente. No entanto, os sem-celular são em número bem menor. Uma nova ordem educacional chegará em breve, talvez esteja vigorando, principalmente nos países geográficos, portando o título de Ignorância Extrema, conhecidos pelo capitalismo como Terceiro Mundo.

AVISO SINGELO

Como as ruas e estradas automotivas são as plantas do inferno, onde se morre, se mutila, se deforma e se alimenta um congregorado de indústrias capitalistas, como hospitais, laboratórios, análises clínicas, medicamentos e universidades de medicina, farmácia, psicologia e por fora o xamanismo, o benzimento e os Planos de Saúde.

Um alerta bem a calhar: aos “socorristas” amadores, que na maior das boas intenções, colaboram com as vítimas de acidentes nas ruas, que nem o diabo presta socorro, com o clássico copinho de água para acalmar “os nervos” e aliviar as dores “nas juntas” (Socorro! mecânico urgente!). A água servida com açúcar pode causar alteração na glicemia e o diabético morre.

Sirva com limão – uma caipirinha salva!

PALAVRA MESTRE

Quando alguém desempenha uma função com perfeição diz-se que foi uma obra feita com maestria. Confunde-se Mestria com maestria. Mestria é a qualidade de mestre, enquanto que maestria é o desempenho de um maestro (Apenas na orquestra). Um exemplo: esta coluna é escrita com mestria, ou seja, com a qualidade de um mestre (Da palavra do mestre). Caso a coluna seja escrita com maestria, seria obra de um mestre, ao dirigir uma orquestra.

Um mestre pode ensinar o colunista a escrever com perfeição. Um maestro é capaz de ensinar o colunista a escrever uma partitura. No primeiro caso, o mestre é, de fato, mestre. No segundo, o maestro jamais terá o poder de ensinar o colunista a executar qualquer música, leigo na área.

EM NOME DA CRUZ

Na religião católica/cristã os fiéis são orientados a realizar um gesto físico simbolizando uma cruz, o sinal subjetivo de fé ao cristianismo, sem o uso da palavra. O gestual consiste em quatro toques com o polegar. O primeiro na testa, o segundo no tórax na altura do coração, o terceiro e o quarto nos ombros, um de cada lado, esquerdo ou direito, destro ou canhoto. Forma-se a cruz!

O toque na testa identifica Deus, o Pai; no tórax, o coração é o filho Jesus Cristo e os dois nos ombros, o sinal fechado da cruz, o Espírito Santo.

Durante uma aula de catequese a catequista perguntou para um aluno como era simbolizado o Espírito Santo no sinal físico da cruz.

O menino respondeu: “um ombro é o Espírito, o outro é o Santo”!

UM CLÁSSICO UNIVERSAL

Certa vez um jornalista perguntou a um escritor o que era clássico e teve a resposta: clássico é clássico. O jornalista não entendeu a resposta e o escritor concluiu: clássico é clássico. Alguns dicionários registram que um clássico é obra consagrada. E quem consagra o clássico?

Carlo Collodi foi um escritor italiano que pouco escrevia e jogava cartas sem medida. Uma noite um credor dele, depois de ganhar na mesa, não recebeu e foi à delegacia denunciá-lo. O delegado lavrou a ocorrência e prendeu-o. Carlo Collodi pediu para ser solto. O delegado aceitou com uma condição. A de ele escrever uma história para o filho de 8 anos que fazia aniversário naquela manhã. Ele aceitou, meia hora depois entregou a obra ao delegado.

Foi solto sem multa. O conto infantil escrito foi: Pinóquio.

FRASE

“Até pizza boa é ruim”. (Axioma dos paulistanos que pedem pizzas para as visitas sem critério de qualidade, pizza vale qualquer uma).

“A afirmação correta é o contrário – até pizza ruim é boa”.