Ócios e Negócios

MAMÃO COM AÇÚCAR

Em plena era da Capital do Mamão, nesta cidade de Monte Alto, uma moçoila casadoura, bela e prendada, namorava um mancebo cobiçado pelas meninas da paróquia unanimemente. O moço era um Deus Grego ou literalmente o próprio Deus Cristão.

Diz a lenda que, certo dia, toca o interfone da residência da moça e a empregada vai atender e volta dizendo à menina que lá fora estava seu amado e Deus com um Anjo. Sem pensar, a moçoila ordena: “manda entrar o jovem e dispensa o resto” (os nomes foram mantidos em sigilo. Deus e o Anjo nunca mais foram vistos).

FRASES REX PUBLICAS

“Trancredo Never” (Paulo Maluf, quando candidato a presidente contra Tancredo Neves, parodiando o nome do adversário).

“Me esqueçam” (João Figueiredo, ao deixar o cargo de presidente da República).

“Entre sem bater” (Humorista Aparicio Torelli, o Barão de Itararé, avisando a polícia que podia entrar no seu escritório SEM BATER, porque quando invadiam davam o cacete do velho jornalista por ordem de Getúlio Vargas).

ERA OLIVETTIANA

Antes do Computador, reinava a datilografia. Na nossa cidade reinavam os quatro famosos datilógrafos: no Banco, o Dito Cinderela, o pessoal ficava no balcão vendo ele lançar fichas na máquina. No Fórum, o trono era do Gibraim Kairalla, no Cartório e José Rodolfo Denadai, também no Cartório, praticamente todos que entravam no Fórum, até os presos, paravam para ver os exímios datilógrafos, que hoje estão em outros planos, noutros teclados.

Um pouco mais novo, mas nem tanto, ainda circulando entre nós, fazia sucesso na era datilógrafo, meu primo Silvio Vrechi. O Fórum parava para admirar o escrevente Silvio, as “Olivettis” esquentavam nas audiências.

OURS CONCUOUR

Fora do circuito, sem disputar classificação oficial, atua este que vos apresenta na datilografia desde os anos 1960, com a cansada Lettera 82. Ainda não consigo trocar a fita sem “emlamear as mãos” com tinta vermelha e preta. Não tenho admiradores em função do meu método, uso o velho “catar milho” (uso um dedo para qualquer texto e atravesso e linha fora do papel).

COLONIAS UNIDAS

Antes da Declaração da Independência, firmada pelos 56 signatários, os declarantes consideravam as 13 colônias inglesas um Estado Livre. Fora da vigilância

política da Inglaterra, após a Guerra da Independência, um Estado foi reconhecido pela Europa e Ásia, que seria o chamado de Estado Unido, conforme queria o estadista Alexandre Hamilton, cujo voto foi vencido e um Estado foi ser vários, mais de treze, então, Estados Unidos da América.

PEGADINHA SECULAR

Até os anos 1960, a inocência das pessoas era usada no dia-a-dia, inclusive nas escolas. Uma pergunta corria o costume distorcida pela falta de atenção sobre o conteúdo real, era a famosa: Que cor era o cavalo branco de Napoleão. A resposta era, obviamente, branco. Não era, branco era o cavalo, a cor era branca.

Outra clássica: a capital dos Estados Unidos era New York ou Nova Yorque? A resposta dada como base do conhecimento idiomático, ou seja, uma das duas opções. Não era, a capital dos EUA era Washington.

ENTREGA RÁPIDA

Atualmente existe no mercado dezenas de empresas no ramo de entregas. Uma, na concorrência, quer ser mais eficiente do que a outra. Porém, o destinatário, independente do serviço prestado, apenas deve tomar cuidado com o sigilo do seu endereço. As embalagens dos produtos entregues registram o nome e endereço do destinatário abertamente, até para facilitar ao entregador a identificação. Cabe ao destinatário, ao se desfazer das embalagens, destruir seu nome, endereço ou qualquer identificação, mesmo que a embalagem seja colocada no recipiente de lixo.

CÂNCER NATURAL

Mãe de três filhos médicos, uma raridade, foi acometida de câncer. Com a supervisão dos três filhos doutores, passou por um tratamento longo, por fim, não superou e faleceu. O câncer é, segundo parte da medicina, invencível e no conceito popular, uma morte natural. Não é, se uma pessoa morre de acidente de qualquer natureza, é fatalidade, a famosa frase conceitual: estava no lugar errado, na hora errada. O câncer é acidental.

INVENÇÃO NIPÔNICA

Já faz trinta anos que os japoneses criaram a melancia quadrada. O objetivo foi apenas de facilitar o empilhamento da fruta no transporte, como as demais frutas. O “quadradamento” melanciênico nada mais é do que colocar a fruta, desde a semente, para crescer dentro de uma embalagem de vidro quadrada.

Japinhas, não seria mais fácil construir embalagens de madeira ou de isopor, depois da fruta colhida no tamanho natural, quadradas?

O ovo também é de embalagem complicada, que tal a embalagem oval?