FILOSOFIA MINEIRA
A afirmação “trem bom” não se refere ao trem propriamente dito, o trem, no caso, é uma corrupitela de TEREM. Ou de terens no plural, que identifica os utensílios de cozinha, como caneca, xícara, ralador, prato, copo e talheres em geral. A expressão original “terem bom” surgia quando o mineirinho tomava ou comia algum alimento que gosta, ao degustar ele se expressava como agradecimento a quem o servia, geralmente em visitas domiciliares.
QUTRA MINEIRICE
Ainda que famosíssima, não se sabe a origem e também o porquê é exclusiva de Minas Gerais.
Referimo-nos ao radical UAI! Quando perguntado sobre o que é UAI, a resposta é clássica e direta: “Uai é uai, uai!
NA CHINA DE MAO
Em uma década, a de 1966, a China foi assolada por uma fome que matou milhares de chineses, entre idosos e crianças. As mortes aconteciam diariamente por todo o território chines, o governo de Mao Tse Tung, comunista, estava isolado do mundo ocidental e mesmo dos vizinhos, que impedia a ajuda humanitária que mesmo acontecendo em casos isolados, não amenizava o mal.
O governo atribuía a falta de alimentos aos pardais que comiam os grãos na fonte de produção, ou seja, na roça. Para resolver foi decretada uma lei sumária que todos os chineses eram obrigados a matar os pardais dia e noite.
Foi adotado um sistema de eliminação usando o som para impedir os pássaros de pousarem, voando sem parar eles morriam de fadiga. Deu certo, em pouco tempo, os pardais sumiram.
Melhor dizendo, não deu certo, sem os pardais os insetos proliferaram e devoraram mais alimentos ainda, bilhões de criaturas precisavam comer. Outra solução foi adotada: importar pardais de vários países para comerem os insetos. Não existiu cadeia alimentar suficiente e as mortes continuaram.
MINAS LAVRAS E ALUVIÃO
Conforme a palavra denuncia, o nome Minas Gerais, foi dado ao território dos Brasis com minas às centenas, todas ao gosto do freguês. Também reza a lenda que o Estado político minas gerais nunca existiu, quantidade de lavras determinou o nome que se perpetuou até nossos tempos, ainda com minas, atualmente pequenas, algumas não compensavam tipo xepas das férias tráficas.
O Estado de Minas Gerais, por conta da natureza, se consolidou e se tornou o único do Brasil a não ter litoral. Sem gente na origem, o povo era turista. Tudo começou com o nordestino, que sonhava em morar no Estado Paulista, vendia um jegue e ficava com outro, comprava uma lata com farinha e outra com café e partia para SP, quando chegava onde é Minas hoje, cansado, vendia o jegue, arriscava explorar uma mina e ficava em Minas Gerais, se dizia mineiro.
O FOLCLORE INVENTOU JANIO
Muitos brasileiros acreditam que Jânio Quadros foi uma invenção da política nacional. Ele foi real, alcoólatra, maluco e imprevisível. Quando perguntado por que ele bebia tanto, respondia: “Bebo-o porque líquido, fosse sólido, come-lo-ia”.
MANCHA HISTÓRICA
A história do Brasil é maravilhosa. A geografia é uma paisagem pintada à mão. Para ser um paraíso falta o brasileiro, que nunca foi povo e se esqueceu de ser nacional. O país sempre foi submisso ao “papai EUA”. Depois da guerra do Paraguai, o Brasil foi pacifista, participou como aliado na segunda grande guerra porque o “papai EUA” ordenou, do ponto de vista bélico, fez uma boa campanha, tutelado, é claro, pelos Estados Unidos da América.
O Brasil existe antes de ser “descoberto” Cabral foi contratado para oficializar o encontro de terras do novo mundo, na parte do continente que o Cristóvão Colombo, oito antes, não se interessou e não veio cá com medo dos selvagens que supostamente viviam aqui e comiam gente. Como Colombo, Cabral não deu o próprio nome para o batismo das terras “achadas”. Lá em cima, um viciado em jogo, aventureiro que navegava pelos mares clandestino, Américo Vespúcio, e cá embaixo, uma madeira, o Pau-brasil, recebeu uma injusta homenagem batizando o território que o Vaticano havia identificado por dois Papas anos antes.
MUNICIPALMENTE FEDERAL
O território brasileiro conta com 5.570 municípios ao estilo dos condados dos países europeus e dos EUA. Teoricamente são cidades autônomas, mas na prática, são dependentes da União Federativa à qual têm que prestar contas políticas e econômicas. Esses 5.570 rincões servem de abrigo aos mais de 30 partidos políticos que proliferam no país, cada qual com seu cacique que domina e controla a municipalidade comprometida, que um assume o poder e os demais se abrigam na oposição, tudo na surdina, é claro, porque as Leis Orgânicas dos Municípios (uma inútil constituição) seguem um padrão nacional.
Quando a cidade consegue eleger uma Câmara Municipal destacada na política, legitimada pelo voto popular, aparece entre os vereadores a posição e a situação em relação ao Poder Executivo, leia-se prefeitura. Resumo: na política, como ciência, na maioria das cidades brasileiras o saldo é devedor.
DOCE FRUTA
O solo brasileiro é fértil, ideal para a cultura de frutas, uma delas é o abacaxi (ananás e outros nomes regionais), cultivado na maior parte no Estado de Minas Gerais. Na safra, os agricultores colhem a fruta e entregam-nas aos revendedores que distribuem nas cidades do Estado e a maior parte nas cidades paulistas. Uma vez na cidade, os distribuidores colocam as frutas em carrinhos de mão (carriolas) e os funcionários distribuem pelas ruas e residências urbanas. Eles abordam os munícipes e oferecem um pedaço para degustação. As amostras são doces e saborosas. É onde mora o perigo, a gente compra as frutas e leva para casa. Ao partir (descascar), descobre que ela é ácida e azeda, completamente fora do pedaço degustado. O “golpe” dos mineirinhos está em passar na lâmina da faca um adoçante artificial, que ao cortar a fatia adoça o lado do corte que fica docinho… docinho!