Como o medo sufocaria meu desejo?
As lágrimas deste mar me fazem sufocar
Tais nuvens nunca abandonam o incessante derramar
Onde posso encontrar taciturnas melodias
Que me levariam até meu lar?
Não há um local seguro para afirmar
Muito menos um fadado destino de gelo a se roubar
Esperaria por mais
Se desejos, por mim, pudessem entoar
Um riacho constante onde afogo meus medos
Se eu os guardo em mim, para onde irão quando estiver nos confins?
As mesmas palavras surgem em minha alma
Como não expressar interrogações
Se minha mente mantém as dúvidas como prediletos fins?
Como fugir… de mim
Encarar a água a jorrar é simples
Se a demasia do seu desejar não, novamente, te olhar
São as possibilidades que me encararam a não desistir
Maneiras mil de contar histórias
Em prol de milhares memórias
As prosas que habitam em mim jamais poderiam fugir
Quando até mesmo eu ruir, elas ainda estarão aqui
E, somente talvez, seja por isso que as deixo fluir
Como se cada lágrima pudesse ser de alguém
E nunca o meu próprio fim.