Quanto vale uma vida?

Ultimamente, falou-se tanto em fim dos tempos, em bombas nucleares, em guerras e conflitos. Bombas tiraram a vida de mulheres, crianças e muitos pais de famílias. Cada bomba que explode é um sonho que vira cinza. Homens poderosos têm dados os seus avais para os ataques mortíferos através de uma mensagem de texto, de um e-mail ou por um telefonema. O brilho das estrelas foi ofuscado pelas bombas que iluminam o céu abastado de pavor. Qual é sentido de uma guerra? Quanto vale uma vida inocente no meio de tanta ignorância? A história da humanidade foi marcada por muito sangue derramado. Os homens se digladiam por territórios, por poder e ambição. No meio de tanto ódio, os inocentes é quem pagam o preço pela banalidade desses líderes poderosos que se banham em piscinas de sangue.

A tecnologia tem contribuído fortemente para espalhar o terror entre os povos que se destroem. Drones sobrevoam os seus alvos e dão o golpe fatal de misericórdia. Invadem pequenos espaços e alcançam lugares inimagináveis.O que me intriga nestas áreas de conflitos é a alta tecnologia de destruição e a baixa tecnologia da salvação. Temos visto bombas sendo lançadas pelo espaço, blindagens que conseguem abatê-las e uma infinidade de possibilidade para atacar o inimigo. Ninguém, e tenho certeza que isto nunca acontecerá, inventou uma arma para a salvação, para a paz. A única que consegue evitar um conflito mundial é o poder da palavra e do diálogo. Todavia, os homens não têm a capacidade de pacificar as suas diferenças através do diálogo sadio e da comunicação não violenta. Parece-me que gostam de dizer que explodirão o mundo e que a humanidade corre o sério risco de extinção. Pasmem!

Nestas guerras modernas, esquece-se de usar a mesma tecnologia que destrói para salvar uma vida. Vida esta que ficou quatro dias sem comer, sem água e suportando condições climáticas absurdas. Se fosse um inimigo invadindo território, já estaria aniquilado. Porém, era apenas uma vida que por infortúnio do destino, teve um final trágico. Creio que a maioria dos avanços tecnológicos não veio para facilitar a vida do homem, mas sim para destruí-lo. Nada grandioso feito pelo homem vem para a salvação, mas sim para a destruição. Ratos não constroem ratoeiras, assim como pássaros não constroem gaiolas. Mas o homem, este animal (i)racional, constrói sua aniquilação e ainda cava a sua própria cova.