Singelo sangue

Escreva, escreva

Enquanto os ossos sangram por chorar

Um detalhe

Tão ínfimo quanto um singelo sangue

Singelo até que o corrompa

Tão belo, tão gentil

Um sangue sem considerações

Algo sem medidas

Algo corrompido por outro tipo de magia

Leve-me ao lugar que posso conhecer o mundo

Não somente a ti

Quero prestar contas

Mas somente a mim

Escreva, escreva

Finja escrever, finja saber

Mas jamais finja ser

Pois a partir daí, será alguém morto para mim

Dê vida, mas não me tire de meus sonhos

Seja como quiser

Mas não seja eternamente fingido

Traga seus sonhos à realidade

Pois nada é mais suportável do que viver a sonhar

Então, lave esse sangue

Ou o mande ir

Como iria qualquer pó de osso antes da vida.