Era uma chama da qual eu tomava conta
Uma gota d’água que roubava minha existência fadada
Por fechar os olhos, eu vi a beleza
Respirei fundo, pois jamais haveria outra maior certeza
Frases em paredes que guardei em mim
Fotos impressas apenas para lembrar
De algo que ainda existe, simples assim
Um coração roubado, pois eu sabia como acertar
Mil e um jogos, e todos pelo prêmio
Todos correndo até o fim
Não haveriam de ver
O precipício que estavam a descer?
Corri pelos mesmos caminhos
Mas desejei, imensamente, voltar para casa
Para o lar, onde a lareira jamais se apaga
Monstros embaixo da cama, apenas corrompidos
Por mais desejos do que pudessem suportar
E haveria plena diferença de nossas almas?
Um sonho novo me acordou
Da plena consciência de ser
Mais do que apenas uma existência
E a chama que era minha, virou eterna sina
2025 vezes que troquei
Para que 2026 eu pudesse ver:
a poesia nunca foi somente minha.