Tais árvores

Há beleza no farfalhar

Destas árvores

Cujas línguas são os ouvidos atentos

As vidas à espreita de fluir

Os sentimentos alheios

Vieram a meu coração

Uma promessa selada

Velada pelo beijo e carícia do vento

A plena virtude da existência

Que me traria até aqui, onde posso insistir

Sem conjecturas para atrair

Apenas a essência sublime que me faz vir

Amando pelo amor

Como sempre foi

O para sempre é pouco

Quando se inicia o novo

Mas é eterno

Quando se pensa em sorrir

Pouco para muito que temos

E muito para o pouco que apanhamos

Como tal sonho palpável

Vivi para te ver fluir

Uma eterna promessa

De que árvores trariam até mim

O segredo de quem jamais deveria desistir.