Nesta estrada de erros
Fui culpada além de meus desejos
Em dores que categorizaria como sutilezas de monstros
Dos quais, mesmo em montes, já não faziam ensejos
Por quantas vezes a teimosia me salvaria?
Apenas até o momento que o chão se aproximasse
De meu coração
Até que o universo me dissesse em claras letras:
Que meus próprios monstros não eram nada além
Do que possuo em mim mesma
Os vidros quebrados ao chão
Como pedaços e desejos de minha própria emoção
Um egoísmo que me levou até aquela sala
No calor subjugado de meus erros
Na ardência de cair perante as próprias lealdades
Fiel ao que fui, até o fim
Mesmo que custe o que poderia ser um dia?
Mesmo que isso leve embora cada gota de minha poesia?
Jamais permitiria
Pois em mim algo grita
Pois em mim… jamais seria algo além de meus próprios confins
Não pediria mais para ser em cada oração
Não escreveria em vermelho de tanta emoção
Apenas seguiria para meu inconsciente
Onde quer que houvesse mais de mim
Pois ali… não caberia ao menos uma versão em latim.