
SÃO PAULO, setembro de 2026.
A inteligência artificial está entrando em uma nova etapa nas empresas brasileiras. Com o avanço de tecnologias capazes não apenas de gerar conteúdo, mas também de executar tarefas e tomar ações de forma autônoma, as organizações enfrentam um novo desafio: definir quem lidera essas decisões e como garantir que a IA opere sobre dados e conteúdos confiáveis.
Uma nova pesquisa global da Acquia, realizada com 500 CMOs, CIOs e CTOs nos Estados Unidos, Reino Unido e França, mostra que Marketing e Tecnologia têm percepções diferentes sobre quem lidera as decisões relacionadas às plataformas digitais e, cada vez mais, à inteligência artificial.
O estudo The Missing Success Factor for Growth in the Agentic Era: A New Mandate for CMOs and CIOs revelou que 57% dos CIOs e CTOs se identificam como os principais tomadores de decisão sobre plataformas CMS e DXP, enquanto 66% se consideram os principais avaliadores. Na perspectiva dos CMOs, a responsabilidade está mais distribuída: 25% apontam o Marketing, 24% a TI e 18% o responsável pela área digital.
A discussão ganha relevância no Brasil, onde as empresas estão acelerando a transição para modelos de IA mais autônomos. Segundo a Deloitte, 95% das organizações brasileiras planejam adotar IA agêntica nos próximos dois anos, mas apenas 27% afirmam contar atualmente com modelos maduros de governança.
Nesse cenário, a governança se torna um dos principais desafios. 66% dos CMOs afirmam que demonstrar que o marketing gerado por IA é devidamente governado e controlado já se tornou uma questão de reputação da marca, mas apenas 41% confiam que suas próprias equipes conseguem incorporar uma governança eficaz às iniciativas de IA.
A preparação dos dados também aparece como um ponto crítico. 61% dos CMOs afirmam que seu conteúdo está distribuído em tantos sistemas que nenhuma área conta com uma única fonte confiável da verdade, enquanto apenas 40% consideram que seu stack tecnológico está atualmente preparado para que agentes de IA operem dentro dele.
Do lado da Tecnologia, a preocupação é semelhante. 70% dos CIOs e CTOs consideram a soberania dos dados essencial para suas organizações, e 56% afirmam que não implementarão recursos de IA até que a estrutura de conteúdo e a integridade dos dados estejam consolidadas. Além disso, 51% identificam a complexidade das migrações como uma barreira significativa.
Os dados refletem uma discussão que já ganha força no Brasil: o desafio não é apenas incorporar ferramentas de IA, mas integrá-las de forma estruturada aos sistemas e processos das organizações. Uma pesquisa recente do Google Cloud e da IDC apontou que 59% dos profissionais brasileiros já utilizam agentes de IA em seu trabalho, enquanto apenas 17% das empresas consolidaram sua adoção com os níveis de governança necessários para ampliar o uso desses sistemas em processos centrais.
O retorno sobre o investimento é outro ponto de pressão. 43% dos CMOs identificam a dificuldade de demonstrar o ROI da IA como a principal ameaça à sua posição como líderes de Marketing em 2027, evidenciando que a discussão sobre inteligência artificial também está migrando da adoção para a necessidade de demonstrar resultados concretos para o negócio.
Para a Acquia, os resultados mostram que a próxima etapa da IA empresarial exige maior coordenação entre Marketing e Tecnologia. Mais do que incorporar novas ferramentas, as organizações precisam contar com uma base comum de dados e conteúdos, além de estruturas de governança que permitam que os agentes de IA atuem com maior autonomia sem perder o controle sobre a experiência do cliente e as informações da empresa.
Um exemplo é o caso da Edrington, grupo responsável por marcas como The Macallan e Highland Park, que trabalhou com o parceiro da Acquia, FreelyGive, para incorporar recursos de IA durante uma migração de website. A empresa utilizou IA para gerar e testar componentes do site diretamente no Acquia Source, incluindo um mecanismo de verificação de idade necessário para o cumprimento de requisitos regulatórios.
A pesquisa foi encomendada pela Acquia e realizada de forma independente pela Coleman Parkes Research, com análise da VCCP. As pesquisas incluíram 250 CIOs/CTOs e 250 CMOs dos Estados Unidos, Reino Unido e França e foram realizadas entre julho e agosto de 2026.
Para consultar o relatório completo, acesse The Missing Success Factor for Growth in the Agentic Era.
Sobre a Acquia
A Acquia é a plataforma de conteúdo agêntica que os profissionais de marketing adoram e na qual as equipes de TI confiam. Profissionais de marketing, desenvolvedores e agentes de IA criam sites, gerenciam ativos e otimizam conteúdos em conjunto, em uma plataforma que leva a segurança e a conformidade tão a sério quanto as equipes de TI. Desenvolvida com base na flexibilidade aberta do Drupal, a Acquia Source reúne conteúdo, gerenciamento de ativos digitais e otimização em um único centro de comando digital, com a Acquia AI fornecendo insights e ações. Governos, universidades e empresas da Fortune 500 escolhem a Acquia para crescer em escala sem aumentar os riscos.
Fundada em 2007 por Dries Buytaert, criador do Drupal, a Acquia continua sendo a principal colaboradora corporativa do projeto. O Drupal é utilizado por cerca de um quarto das empresas da Fortune 100, e sua base aberta permite que as organizações consolidem amplos portfólios de múltiplos sites, evitem a dependência de um único fornecedor e adotem novos recursos de IA à medida que surgem. A sede da Acquia fica em Boston.
Para mais informações, acesse acquia.com.