Campanha da Fraternidade 2026 coloca a moradia no centro do compromisso cristão

Iniciativa da CNBB, vivida durante a Quaresma, denuncia a falta de habitação digna e convoca fiéis e sociedade à solidariedade e à ação social

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou a Campanha da Fraternidade 2026 com o tema “Fraternidade e Moradia” e o lema bíblico “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14). A iniciativa tem início na Quarta-feira de Cinzas, em 18 de fevereiro de 2026, e se estende por todo o tempo da Quaresma, encerrando-se no Domingo de Ramos, em 29 de março.

Inspirada na Encarnação de Jesus — que escolheu habitar entre os homens e partilhar suas condições de vida —, a campanha propõe uma reflexão profunda sobre a moradia digna como direito fundamental e como porta de entrada para outros direitos sociais. A CF 2026 chama atenção para a realidade de milhões de pessoas que vivem sem teto, em situação de rua ou em condições habitacionais precárias.

O objetivo central da campanha é promover, em espírito de conversão quaresmal, a moradia digna como prioridade ética, social e cristã. A CNBB destaca que a falta de habitação adequada compromete diretamente a dignidade humana e aprofunda desigualdades históricas, exigindo respostas que vão além da assistência pontual, com ações estruturais e compromisso coletivo.

Dentro do método pastoral do “ver, iluminar e agir”, a CF 2026 incentiva a solidariedade concreta e a incidência pastoral e social. Materiais educativos foram preparados para envolver comunidades, pastorais e também crianças, ampliando a consciência desde cedo sobre o direito à moradia e a responsabilidade social.

O cartaz da campanha reforça esse chamado ao compromisso ao propor a transformação do amor cristão em ações concretas, simbolizadas na expressão “tijolo e telhado”. A imagem e a mensagem convidam fiéis e sociedade a garantir condições seguras e dignas de habitação para todos.

Ao propor que a Igreja se aproxime dos excluídos, a Campanha da Fraternidade 2026 estabelece um paralelo direto entre a realidade das pessoas sem teto e a própria experiência de Jesus, que nasceu em uma estrebaria e viveu na simplicidade.