
O Parque Infantil Acessível Honorina Ascari Ulian teve sua reinauguração em cerimônia realizada no último sábado, 27 de novembro. A cerimônia contou com a participação da pequena Alissa, embaixatriz do local, que testou os brinquedos integrativos junto com o irmão Dudu e outros amiguinhos.
Com a necessidade da pauta da acessibilidade em emergência, a reinauguração do Parque Infantil Acessível é uma conquista. “Não só um avanço, mas uma conquista. Uma limitação de uma criança não impede de viver momentos como os de sábado na inauguração do parque infantil acessível com os brinquedos integrativos”, descreveu a mãe de Alissa, Priscila Furlanetto Augusto.
Priscila também conta sobre as dificuldades enquanto mãe e responsável por uma criança PCD. “A maior dificuldade é estacionar o carro, mesmo com a sinalização para cadeirantes. A maioria das pessoas não respeita e ainda pede para que a gente estacione ‘mais rápido’”. A ação irregular de estacionar em uma vaga destinada para pessoas com deficiência é passível de multa e retirada de pontos na CNH.
De acordo com uma pesquisa feita pelo Perfil dos municípios brasileiros (Munic), que investiga características municipais com dados fornecidos por integrantes do Poder Público em todo o País, cerca de 88% dos municípios brasileiros que têm transporte por ônibus não cumprem a Lei da Acessibilidade para pessoas com deficiência. A legislação determina que toda frota seja adaptada para PCDs ou até mesmo pessoas com mobilidade reduzida, de acordo com dados divulgados pelo IBGE.
Apesar dos direitos estabelecidos pela própria constituição, o tema da acessibilidade carece de atenção no Brasil, dentre eles, no próprio direito à cidade e na ocupação dos espaços. “Há diversos programas que foram criados, dentre eles o programa acesso, que tem como objetivo oferecer transporte público adaptado para as pessoas portadoras deficiência, transporte esse que a Alissa faz uso. Esse cenário integra a importância de assegurar os direitos, mas no meu ponto de vista não devemos ‘jogar nas autoridades’ apenas”, ressaltou Priscila.
“Começamos nos mesmos gestos simples recolhendo cocô do cachorro, respeitando a sinalização, não parando em vagas destinadas a cadeirantes ou idosos… isso dá importância de bom convívio para a comunidade”, finalizou ela.