A noite de terça-feira, 3, foi de emoção e gratidão no Morrinho de Santa Luzia, ocasião em que a família Benatti esteve reunida para celebrar os anos de fundação da tradicional Capela de Santa Luzia, completados no dia 15 de julho de 2025. A ‘Celebração da Palavra’, presidida pela ministra Irma Victório, foi marcada também por momentos de memória, reconhecimento e renovação da fé.
Erguida no alto do Morrinho, em 1925, a Capela nasceu da devoção de Attilio Benatti e sua esposa, Perfetta Benatti, como forma de agradecimento por uma graça alcançada. Profundamente devotos de Santa Luzia, protetora dos olhos, o casal transformou fé e gratidão em ação concreta, iniciando uma história que atravessaria gerações.
A pequena capela, inicialmente simples e com poucos bancos, foi construída com esforço coletivo. Os materiais foram transportados até o topo do morro a pé e em carros de boi, evidenciando o espírito de sacrifício, perseverança e compromisso dos fiéis da época.
Com o passar dos anos e o fortalecimento da devoção, a Capela precisou ser ampliada, sendo reinaugurada em 1984, mantendo a estrutura até os dias atuais. Atualmente pertencente à Paróquia Santuário da Virgem Montesina, no local, são celebradas missas, normalmente, na primeira terça-feira de cada mês.
Ao longo de décadas, o local foi cuidado com zelo por Armindo Benatti e Saturnina Benatti, netos de Attilio, que mantiveram viva a essência e a missão deixadas pelos avós fundadores. Hoje, os cuidados seguem com descendentes da família, preservando o legado centenário.
Ao final de cerimônia, membros da família Benatti descerraram uma placa em agradecimento a todos que, desde 1925, se dedicaram à conservação e manutenção do local. O gesto simbolizou o reconhecimento coletivo por uma história construída com fé, trabalho e união.

