
A Paleontologia montealtense sempre foi motivo de orgulho para a pesquisa e desenvolvimento científico e intelectual na área.
No começo de maio deste ano, os paleontólogos da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com o Museu de Paleontologia de Monte Alto, conseguiram definir, com muita pesquisa, a espécie de um fóssil encontrado no município de Cândido Rodrigues há mais de 20 anos, em 1997.
Pertencente ao período Cretáceo, este dinossauro era, para a surpresa e empolgação dos pesquisadores, de uma espécie nova, que faz parte da categoria dos titanossauros. Um dos cientistas que fez parte do estudo, Fabiano Iori, afirmou que o achado é uma maneira de tornar a paleontologia ainda mais brasileira.
“Esta descoberta dá uma cara mais regional e inédita para a paleontologia brasileira, além de refinar nosso conhecimento sobre os titanossauros, que são estes dinossauros pescoçudos”, apontou.
Com cerca de 22 metros de comprimento, o titanossauro era exclusivo da região de São Paulo e foi nomeado pelos especialistas de Arrudatitan maximus.
Além disso, em 2002, os paleontólogos brasileiros encontraram na região do município de Monte Alto um fóssil enigmático e, até 2014, continuaram escavando em volta e descobrindo mais fragmentos deste animal — que, em 2021, foi revelado como um dinossauro carnívoro com datação de 70 milhões de anos atrás.
Ainda de acordo com os pesquisadores, o predador era da espécie Kurupi itaata, parte da família dos abilissaurídeos. Os pesquisadores que acompanharam a escavação encontraram diversos ossos que compunham sua imensa estatura. A identificação foi finalizada em setembro deste ano e, agora, os fósseis serão expostos no Museu de Paleontologia da cidade.