Todos os anos, o mês de setembro se torna um símbolo de conscientização sobre a importância da saúde mental e da prevenção ao suicídio. Criada oficialmente no Brasil em 2013 pelo psiquiatra Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), a campanha Setembro Amarelo ganhou projeção nacional a partir de 2014, em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM).
O suicídio é uma realidade que atinge milhões de pessoas no mundo inteiro. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 700 mil pessoas tiram a própria vida a cada ano, número que pode ultrapassar 1 milhão ao se considerar os casos subnotificados. No Brasil, são aproximadamente 14 mil casos por ano, o que equivale a 38 suicídios por dia.
Dados do Ministério da Saúde mostram que, entre 2016 e 2021, houve um crescimento de 49,3% na mortalidade por suicídio entre adolescentes de 15 a 19 anos, e de 45% entre jovens de 10 a 14 anos.
Entre os jovens de 15 a 29 anos, o suicídio já é a quarta principal causa de morte, atrás apenas de acidentes de trânsito, tuberculose e violência interpessoal.
Estudos indicam que praticamente 100% dos casos de suicídio estão relacionados a transtornos mentais, sobretudo quando não são diagnosticados ou tratados de forma adequada. Isso significa que a maioria dos casos poderia ser evitada com o devido acompanhamento profissional e o acesso à informação de qualidade.
Em 2025, a campanha tem como lema “Se precisar, peça ajuda!”, reforçando a mensagem de que ninguém está sozinho e que buscar apoio é um ato de coragem.
“O sofrimento emocional distorce a forma como a pessoa enxerga a realidade, fazendo com que ela não consiga ver saídas para seus problemas. Falar sobre isso é essencial para romper com o silêncio e o estigma”, alerta a ABP.
Serviços como o CVV (Centro de Valorização da Vida) oferecem apoio emocional gratuito e sigiloso, 24 horas por dia, por meio do telefone 188 ou pelo site www.cvv.org.br.