O mês de setembro é marcado por ações de conscientização sobre a prevenção do suicídio e os cuidados com a saúde mental. A mobilização, conhecida como Setembro Amarelo, busca ampliar o acesso à informação, incentivar o diálogo e divulgar os serviços disponíveis para pessoas em sofrimento emocional.
O dia 10 de setembro é reconhecido como o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. Em 2026, a campanha internacional mantém o tema “Changing the Narrative on Suicide” em português, “Mudar a narrativa sobre o suicídio” e propõe ampliar as conversas sobre o assunto e reduzir o estigma relacionado à busca por ajuda.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no mundo. A entidade trata o tema como uma questão de saúde pública e destaca a importância de estratégias de prevenção, acesso aos serviços de saúde e suporte às pessoas em situação de sofrimento. Entre os sinais que podem indicar a necessidade de atenção estão mudanças de comportamento, isolamento, manifestações persistentes de sofrimento, perda de interesse por atividades e falas relacionadas à desesperança ou à morte. De acordo com o Ministério da Saúde, esses sinais não devem ser analisados isoladamente, mas podem indicar a necessidade de acolhimento e acompanhamento profissional.
A orientação, ao identificar alguém em sofrimento, é oferecer uma escuta sem julgamentos e incentivar a procura por atendimento especializado. A rede pública de saúde disponibiliza acompanhamento por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPSs).
Em situações de urgência ou risco imediato, a orientação é procurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), pronto-socorro ou acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) pelo número 192.
Outra opção é o Centro de Valorização da Vida (CVV), que oferece apoio emocional gratuito e sigiloso pelo telefone 188. O atendimento telefônico está disponível 24 horas por dia em todo o Brasil.
